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10% dos moradores do ES concentram 40,7% da massa de rendimentos

Em entrevista à CBN Vitória, Renata Coutinho, Coordenadora De Divulgação do IBGE, explica que do total de 4,0 milhões de pessoas residentes no Espírito Santo em 2018, cerca de 2,5 milhões (61,9%) possuíam algum tipo de rendimento

A concentração de renda voltou a piorar no País e o índice que mede a desigualdade foi o maior da série histórica, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (16) e têm como base a Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

No País, 10% da população concentram 43,1% da massa de rendimentos. O Espírito Santo, apesar de aparecer com uma média de concentração menor que a nacional, também está acima dos 40%. Em 2018, os 10% da população com os menores rendimentos detinham 1,2% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos detinham 40,7% da massa. Em entrevista à CBN Vitória, Renata Coutinho, Coordenadora De Divulgação do IBGE, explica que do total de 4,0 milhões de pessoas residentes no Espírito Santo em 2018, cerca de 2,5 milhões (61,9%) possuíam algum tipo de rendimento. As pessoas que tinham rendimento de trabalho correspondiam a 45,7% da população residente (1,8 milhão), enquanto 22,5% (891 mil) apresentavam algum rendimento proveniente de outras fontes. Dentre os componentes dos rendimentos de outras fontes, destaca-se a categoria de aposentadoria ou pensão, recebida por 13,7% da população residente no Espírito Santo em 2018. 

Em 2018, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.282 no estado. Cerca de 73,8% desse valor era composto pelo rendimento do trabalho. Os 26,2% provenientes de outras fontes se dividiam em rendimentos de aposentadoria ou pensão (19,7%), aluguel e arrendamento (2,6%), pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (1,1%) e outros rendimentos (2,8%);

[Fonte: IBGE]

 

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