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Inflação em queda abre espaço para comércio investir e corte na Selic

O destaque da queda da inflação foi o preço dos alimentos

 

 

Compras nos supermercados: preços de alimentos registram queda
Compras nos supermercados: preços de alimentos registram queda
Foto: Edson Chagas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,04% em setembro, influenciado principalmente pela queda nos preços de alimentos, segundo divulgou nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o IPCA desacelerou para 2,89%, ante os 3,43% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando ainda mais abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas do mercado de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 5,5% ao ano. No quadro "Ponto de Vista", o tema é destaque para esclarecer se o índice traz realmente benefícios à população e ao comércio.

Na visão do economista Eduardo Araújo a queda é positiva. Os motivos? Ela permite ao Banco Central (BC) reduzir ainda mais as taxas de juros domésticos e, com isso, favorece retomada de investimentos. “Além de favorecer também com redução de juros de rolagem da dívida pública federal, ajuda trabalhadores a preservar parte do poder de compra perdido com crise e reduzir o custo de novos empréstimos para pessoas físicas e jurídicas.

Ainda na entrevista à Rádio CBN Vitória, João Elvécio Faé, vice-presidente da Federação do Comércio no Espírito Santo (Fecomércio-ES), analisa que a queda da inflação é, sim, positiva, entrentanto, é necessária atenção por parte dos consumidores para o endividamento. Além disso, na sua explicação, os efeitos devem ser sentidos também a longo prazo, apesar dos últimos meses a economia ter demonstrado sinal de recuperação.

Ouça o "Ponto de Vista" na íntegra:

 

 

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