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Integrantes de facção foram para o RJ após operação em Vitória

Secretário de Segurança explica que investigação apontou o paradeiros deles após troca de tiros na Linha Amarela

Secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá
Secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá
Foto: Matheus Zardini

Após escaparem do cerco policial durante a operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória, na última quarta-feira (02), quatro traficantes capixabas trocaram tiros com a Polícia Militar no Rio de Janeiro antes de serem presos em Piúma, litoral Sul do Estado, no último domingo (6). Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, diz que após esses disparos houve as polícias do Rio e do Espírito Santo começaram a trocar informações e houve acionamento de outras forças, como a PRF, e assim foi possível a prisão na cidade do litoral sul capixaba.

O secretário afirma que não haverá trégua para os criminosos que usam da intimidação, como os incêndios e ataques a empresas. Ouça a entrevista completa:

A Operação Leviatã II, que cumpriu mandados de prisão sobretudo no Bairro da Penha, em Vitória, nesta quarta-feira (2), terminou com 29 pessoas detidas, sendo dois adolescentes. A ação também aconteceu na Serra e em Aracruz. Segundo a polícia, todos os presos têm ligação com o tráfico de drogas no chamado Complexo da Penha.

A operação foi deflagrada para cumprir mandados referentes às investigações de ataques na Grande Vitória. Em fevereiro, criminosos invadiram e atiraram contra uma empresa de Cariacica, que fornece alimentação para presídios da região. Dois dias depois, um ônibus foi incendiado na rodovia ES-010, entre Jacaraípe e Nova Almeida.

Em maio, traficantes colocaram fogo num carro de reportagem em Vitória. Em junho, o ataque foi no Morro da Piedade: criminosos incendiaram duas casas e atiraram pelas ruas da comunidade. A investigação da polícia aponta que o mesmo grupo criminoso foi responsável por todos os ataques.

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