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Jovens na UTI: entenda o caso da droga mexicana em rave de Guarapari

Há três casos confirmados de internação, sendo que dois deles são considerados graves

Drogas usualmente consumidas em festas raves, segundo delegado.
Drogas usualmente consumidas em festas raves, segundo delegado.
Foto: Iara Diniz

A Polícia Civil investiga a internação médica jovens que usaram uma substância entorpecente durante uma festa de música eletrônica, em Guarapari, no último dia 12. Informações preliminares apontavam que pelo menos 11 pessoas teriam sido internadas e uma morte teria sido registrada. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o delegado Diego Bermont, titular da delegacia especializada em Narcóticos, revela que a polícia tem o registro de três internações. "Tivemos internação Antônio Bezerra de Faria, no Santa Mônica, e no Cias. O paciente internado no Santa Mônica receberá alta, mas temos casos graves", explica.

Questionado sobre a substância que teria agravado o quadro de saúde desses jovens, o delegado explicou que é algo "devastador". "Não temos a confirmação da substância, mas há investigação da interação da mescalina (uma substância natural vinda do México) com o chamado MDMA, o ecstasy", diz.

Ouça a entrevista completa sobre como se dá a investigação:

Já o médico João Chequer, especialista em dependência química e saúde mental, explicou que a mescalina tem efeito rápido e devastador para quem a utiliza. "Essa substância sintética tem efeito similar ao causado pelo LSD e outras drogas sintéticas. Ela é obtida de um cacto, o peiote, encontrado em desertos do México. O uso dela provoca alucinações imediatas em quem a usa. É muito perigosa e pode levar até a morte em caso de overdose aguda", salientou o médico.

Ouça o médico João Chequer:

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