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Chuva: prejuízos com hortaliças e de R$ 20 milhões em Santa Teresa

Dados do Incaper mostram perdas na área rural do Espírito Santo com as chuvas intensas. Federação fala sobre impacto para agricultores

Ceasa: impacto com chuvas pode chegar aos preços
Ceasa: impacto com chuvas pode chegar aos preços
Foto: Marcelo Prest

As chuvas no Espírito Santo, ao longo dos últimos dias, também impactam para o setor da produção agrícola do Estado. Entre os impactos estão a dificuldade no escoamento dessa produção, tendo como cenário o comprometimento de estradas, e os prejuízos no transporte de hortaliças. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), Júlio Rocha, explica que produtores rurais tiveram sítios invadidos pela água e agricultores chegaram a perder quase toda a lavoura na região Serrana.

Ele diz que houve prejuízos principalmente no transporte de hortaliças, que não chegaram às Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES). Os municípios mais afetados foram Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina. Com as vias liberadas, os agricultores conseguem transportar seus produtos com mais facilidade. Ouça:

 

Áreas de cultivo ficaram debaixo d’água: pastagens e plantações foram alagadas. Em Viana, campos destinados à pecuária (leite e corte) e ao cultivo de palmito pupunha e de banana, situados nas regiões do Rio Jucu e na baixada do Rio Formate, foram afetados. A chuva excessiva favorece o aparecimento de pragas e doenças nas plantações. Nestes casos, o agricultor deve procurar o Escritório Local de Desenvolvimento Rural (ELDR) do Incaper no município onde fica sua propriedade.

Em Santa Teresa, estima-se que o prejuízo ultrapasse R$ 20 milhões. Plantações de café, olerícolas, frutas e a bovinocultura foram afetadas, além de outras culturas. Em Cariacica, uma propriedade que cultiva peixe em cativeiro perdeu cerca de 50% da produção de tilápia. Houve perda de lavouras de hortaliças nas regiões de Cachoeirinha e Nova Campo Grande. Carreadores de banana foram destruídos na comunidade rural de Roda D’Água. Várias barreiras caíram por todo o Estado, o que gera também prejuízos ambientais.

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