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"Raio-X do trabalho": Vitória concentra 25% das carteiras assinadas

Acompanhe detalhes da pesquisa que revela o Índice de Qualidade do Emprego Formal no Espírito Santo

 Um "Raio X-do trabalho" em terras capixabas: assim pode ser definido o Índice de Qualidade do Emprego Formal no Espírito Santo, lançado na última semana. O indicador aponta a qualidade do emprego formal nos 78 municípios capixabas e foi desenvolvido pelo Observatório do Desenvolvimento Capixaba, um grupo de pesquisa composto por docentes do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Em entrevista à rádio CBN Vitória, o professor Ednilson Felipe, professor do Departamento de Economia da Ufes e o coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Espírito Santo, traz detalhes deste estudo.

 

 

Ele explica que o Índice tem como base os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério da Economia. O indicador varia de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo a 1, melhor é a qualidade do emprego formal e, quanto mais próximo a 0, pior é a qualidade do emprego formal na localidade. De forma geral, ele aponta, que a avaliação é que a qualidade do emprego caiu em todas as microrregiões do estado, mas a queda foi maior na microrregião metropolitana.

Segundo Ednilson Felipe, o mercado de trabalho formal é muito concentrado na cidade de Vitória. Somente a Capital concentra 25% de toda a carteira assinada no Estado. Uma outra constatação é de que a Região Metropolitana é muito fechada aos jovens e as pessoas sem experiência acabam tendo uma abertura maior no interior.

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