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"Mosquitos do bem" vão ajudar a combater dengue e outras doenças

Ouça a entrevista com o coordenador geral de vigilância de arboviroses do Ministério da Saúde, Rodrigo Said

O Ministério da Saúde, em uma iniciativa inédita, iniciou a soltura de mosquitos Aedes aegypti contaminados com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de o inseto transmitir doenças aos seres humanos. Segundo Rodrigo Said, coordenador geral de vigilância de arboviroses do Ministério da Saúde, a metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito.

A Wolbachia é uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro destes insetos. Não há qualquer modificação genética, nem da bactéria, nem do mosquito.

A Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada nos mosquitos Aedes aegypti. O Wolbachia já foi utilizado em 28 bairros do Rio de Janeiro e 33 de Niterói. A estimativa é que mais de um milhão de pessoas já tenham sido beneficiadas pelo método. O Ministério da Saúde deve apoiar no próximo ano a soltura também nas cidades de Foz do Iguaçu, Manaus, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Petrolina em Pernambuco e em Belo Horizonte. Não há, ainda, previsão para o Espírito Santo. Confira!

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