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2005: Scuderie Detetive Le Cocq é extinta por decisão judicial no ES

A proposta do fechamento foi uma iniciativa da Procuradoria República que comparou a Scuderie à Máfia Italiana

Série especial CBN Vitória 20 anos

15 de agosto de 1996. O Ministério Público Federal ingressou nesta data com uma ação de dissolução na 4ª Vara da Justiça Federal solicitando ao juiz Antônio Ivan Athié que sentenciasse a extinção da Scuderie Detetive Le Cocq - entidade de pessoa jurídica de direito privado.

Na época, diversas investigações federais, já haviam implicado a Le Cocq em execuções extrajudiciais, homicídios de defensores dos direitos humanos, corrupção e crime organizado.

A intervenção do Ministério Público Federal se baseava na contradição dos fundamentos que justificaram a criação da LeCocq. Segundo o seu estatuto, a Le Cocq seria uma entidade sem fins lucrativos criada com a finalidade social formalmente declarada de servir à coletividade através do aperfeiçoamento moral, intelectual e profissional de seus membros, nos diversos setores onde exerciam suas atividades.

Um dossiê com mais de 5 mil páginas apontava a contradição. Em grande parte, o documento era composto de testemunhas que relatavam execuções de parentes, amigos, conhecidos e ameaças de mortes. O dossiê registrava também o corporativismo entre os policiais que se intitulavam "irmãozinhos". Eles representavam a entidade, chegando em locais de crimes, antes mesmo da Polícia Civil, para transformar as vítimas em futuros aliados.

A proposta do fechamento da Scuderie foi uma iniciativa da Procuradoria República. O Ministério Público Federal comparou a Scuderie Le Cocq no Brasil, à Máfia Italiana. Segundo ainda o MPF, a apuração das atividades da Scuderie começou em 5 de novembro de 1991. Apenas em 2005, a Scuderie foi extinta por determinação judicial. 

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