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Mãe busca por cirurgia plástica para filho que sofre bullying na escola

Garotinho de apenas seis anos sofre de otoplastia, popularmente conhecida como "orelhas em abano"

As orelhas um pouco salientes do menino Samuel, de apenas seis anos, se tornou um motivo de tristeza para a criança e de preocupação para a mãe dele, a atendente Maiara Cunha, 26 anos. Por conta da pequena imperfeição, Samuel é alvo bullying constantemente na escola. E para evitar que o filho cresça com vergonha da aparência, Maiara busca ajuda para que o menino consiga uma cirurgia de correção das “orelhas em abano”, modo como é conhecido popularmente a otoplastia.

A atendente diz que as brincadeiras com a orelha do filho começaram no ano passado quando ele entrou na escola. Ela conta que Samuel sempre relata com tristeza o que acontece na aula. “Ele reclama, chega em casa e fala: 'mamãe fulano puxou minha orelha, fulano me chamou disso'”, contou.

Maiara também tem as orelhas em abano e por conta disso sofreu muito na infância. Ela diz que faltava aulas para evitar o contato com outras crianças. Por ter passado pela mesma situação, ela acredita que o bullying contra o filho deve piorar com o passar dos anos, por isso, ela gostaria de obter uma cirurgia para o filho.

“Eu sei que é um assunto da área da beleza, mas é uma coisa que incomoda ele. Eu me sinto incomodada por ele e sinto que ele também vai sentir mais incomodado com o tempo”, afirmou.

Cirurgia é indicada na infância

Maiara mora com o esposo, que está desempregado, e os dois filhos em Nova Almeida, Serra. Só com a renda dela, não é possível juntar dinheiro para fazer a cirurgia. De acordo com o membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o cirurgião plástico Aílton de Araújo Cerqueira, a cirurgia de orelha em abano é indicada ainda na infância, na idade pré-escolar.

O cirurgião plástico destaca que esse incomodo pode causar problemas psicológicos. “Quando a criança começa a ter atividades sociais e escolares, ela sofre com algum apelido, e isso gera um dano psicológico na criança. E muitos se ausentam desse convívio enquanto não são operados”, contou.

Decisão da família

A psicóloga clínica e comportamental Fernanda Hayne Hott alerta que a família deve avaliar se a cirurgia é mesmo necessária, pois ela não garante que a criança vai parar de sofrer bullying. “Muitas vezes a criança sofre bullying em função da orelha, aí faz uma cirurgia estética e começa a sofrer bullying por causa do excesso de peso, ou em função da forma de falar, de andar”, exemplificou.

De acordo com o cirurgião plástico, o procedimento é simples e não demora mais que 40 minutos. Alguns planos de saúde cobrem esse tipo de cirurgia.

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