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ArcelorMittal nega poluir com pó preto

Siderúrgica estima reduzir em 18% as emissões de gases. Produtora de aço colocará um novo filtro na urina de sinterização, na Serra. Novo equipamento deve funcionar somente em 2018

Morador da Enseada do Suá mostra pó preto que acumulou na casa dele
Morador da Enseada do Suá mostra pó preto que acumulou na casa dele
Foto: Reprodução / TV Gazeta

A ArcelorMittal pretende reduzir em até 18% as emissões de gases e partículas das usinas localizadas na Serra. A empresa nega que seja uma fonte do famoso pó preto. A siderúrgica colocará um novo filtro na usina de sinterização, local onde são separados materiais do minério de ferro, usado como matéria-prima para produção do aço. O novo equipamento deverá estar em funcionamento somente em 2018.

Outros três filtros, chamados precipitadores eletrostáticos, serão reformados. Os equipamentos estão em fase de fim de validade, de acordo com a empresa. O investimento em sustentabilidade até o final do próximo ano deve ser de U$ 100 milhões.

O presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho, garante que as emissões de poluentes estão abaixo dos padrões exigidos pelos órgãos de controle ambiental, porém em alguns momentos do dia, devido a posição do sol, é possível ver uma espécie de fumaça saindo da chaminé da usina de sinterização. A ideia é eliminar essa visibilidade.

Benjamin declara que os gases e as partículas não contribuem para o pó preto, uma das principais reclamações de moradores da Grande Vitória. “É muito difícil convencer a população de que não somos nós que emitimos o pó preto. É algo meio lógico: as pessoas sentem o pó preto em casa e olham para a usina e veem saindo fumaça fazem uma associação”, avaliou.

Segundo Benjamin, os equipamentos já foram comprados e devem ser instalados até o final do próximo ano.

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