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Associação pede parquímetros para evitar ação de flanelinhas

Associação de Moradores do Centro quer inibir o trabalho dos flanelinhas, que chegam a cobrar R$ 10 por cada vaga. Na Praia do Canto, onde já existe o parquímetro há quase três anos, o número de guardadores de carro diminuiu drasticamente

A Associação de Moradores do Centro (Amacentro) solicitou que a Prefeitura de Vitória implante o estacionamento rotativo na Cidade Alta, Vitória. O objetivo é democratizar as vagas existentes na região e inibir o trabalho dos flanelinhas, que chegam a cobrar R$ 10 por cada vaga. Na Praia do Canto, onde já existe o parquímetro há quase três anos, o número de guardadores de carro diminuiu drasticamente, segundo a associação de moradores do bairro.

 

O presidente da Amacentro, Everton Martins, destacou que nas ruas do Centro onde o parquímetro foi instalado, o número de flanelinhas diminuiu. Segundo ele, os que existem acabam oferecendo serviços como lavagem de veículo para conseguir algum dinheiro. Ele destacou que além da cobrança pela vaga por parte de alguns guardadores de carro na Cidade Alta, a implantação do rotativo iria beneficiar os comerciantes e moradores da região.

“O parquímetro tem um objetivo legal que é democratizar as vagas. E os moradores precisam que haja rotatividade da vaga para que oportunize, inclusive para ele, um estacionamento seguro, próximo da sua casa”, disse.

Na Praia do Canto, o parquímetro resolveu o problema da falta de vagas para estacionar e da atuação dos flanelinhas durante o dia, de acordo com o presidente da Associação Comercial e de Moradores da Praia do Canto, César Saad. “Com a instalação dos parquímetros, a atividade dos flanelinhas praticamente acabou na Praia do Canto, como já havia acabado na Praia da Costa, em Vila Velha. O parquímetro tornou totalmente desnecessário o serviço que teoricamente eles prestavam”, afirmou.

Segundo Saad, atualmente, a atuação dos flanelinhas acontece durante à noite, nas regiões de bares e restaurantes, quando o parquímetro não funciona.or nota, a Prefeitura de Vitória informou que a prática de pedir dinheiro nas ruas por uma suposta proteção ao veículo não é crime. A prática criminosa ocorre apenas quando há extorsão ou dano ao patrimônio. Nestes casos, o motorista deve denunciar a prática ilegal no telefone 190 e identificar o acusado.

Sobre a implantação do parquímetro na Cidade Alta, a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) disse que estudos preveem inserir novos parquímetros na região da Cidade Alta, e nas vias de acesso à avenida Leitão da Silva e em algumas ruas da Enseada do Suá.

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