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Givaldo Vieira pede suspensão da posse de João Coser

Givaldo acusa a chapa do ex-prefeito de Vitória de ter oferecido cargos e dinheiro em troca de votos nas eleições para presidência do partido no Estado

A chapa liderada pelo deputado federal Givaldo Vieira, que disputou as eleições para presidência do PT no Espírito Santo, entrou com um pedido na executiva nacional do partido para suspender a posse do presidente reeleito João Coser, marcada para esta sexta-feira (09).

 

O deputado e Coser travaram uma campanha acirrada pelo comando estadual do partido, em um processo eleitoral conturbado e cheio de troca de farpas entre os candidatos. Coser conseguiu os votos de 128 dos 250 delegados que participaram do congresso do partido. Givaldo acusa a chapa do ex-prefeito de Vitória de ter oferecido cargos e dinheiro em troca de votos e entrou com um recurso contra as irregularidades que apontou na votação que reconduziu Coser à presidência do PT.

Em nota, a chapa de Givaldo, "Pra Voltar a Sonhar", composta também pelo deputado federal Hélder Salomão, pela ex-deputada federal Iriny Lopes e pelo dirigente estadual Perly Cipriano, afirma que o grupo de Coser apressou a posse com a intenção de prejudicar e até mesmo impedir a apuração dos fatos.

O pedido de suspensão foi encaminhado à presidente nacional do PT, a senadora do Paraná Gleisi Hoffmann. Givaldo pede que a posse seja suspensa até que estejam concluídas as apurações.

Mais cedo, João Coser afirmou à reportagem da CBN que procuraria todas as lideranças de chapas concorrentes para conversar e que não considerava Givaldo como um "inimigo ou adversário"

"Sem nenhuma dificuldade em conversar com Givaldo. Givaldo não é meu inimigo, nem adversário. Givaldo disputou uma eleição comigo, sempre foi aliado. Nós apoiamos Givaldo para deputado estadual, para deputado federal, vice-governador. Meu voto passado foi dele", comentou Coser.

Sobre o recurso, o ex-prefeito de Vitória e ex-secretário do governo Paulo Hartung disse que as acusações não tinham fundamento.

"Eu tenho certeza da lisura do processo do Espírito Santo. Nossa chapa fez uma campanha simples, nós não tínhamos nada para oferecer, além do nosso compromisso e nossa história de vida (...) Quem tem mandato, quem tinha força, quem tinha cargo, quem tinha emenda, quem tinha algo a oferecer não éramos nós. Até porque estamos saindo do governo. Nem isso teríamos para apresentar". 

No Congresso que elegeu Coser, os petistas decidiram sair do governo estadual, mas ainda não deixaram os cargos no primeiro escalão. Segundo Coser, a previsão é de que isso ocorra até o final do mês de junho.

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