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Após atrasos, sistema Reis Magos começa a abastecer Grande Vitória

A inauguração é uma das medidas para evitar uma crise hídrica como a que o Espírito Santo passou recentemente

Obra do Sistema de Abastecimento de Águas Reis Magos deveria ter ficado pronta em dezembro
Obra do Sistema de Abastecimento de Águas Reis Magos deveria ter ficado pronta em dezembro
Foto: Guilherme Ferrari

Previsto para ser concluída em dezembro de 2016, o Sistema de Abastecimento de Água Reis Magos já está em funcionamento, segundo o Governo do Estado. A previsão é que a estrutura alivie o Rio Santa Maria, abastecendo os municípios da Serra, parte de Cariacica e a região Continental de Vitória. A inauguração do novo sistema, no entanto, ainda não aconteceu e o uso é feito em fase de testes, segundo a Secretaria Estadual de Agricultura (Seag). Em 60 dias a obra será inaugurada. 

O sistema é uma das medidas para evitar uma crise hídrica como a que passou o Espírito Santo recentemente. O Governo também atrasou a entrega de sete barragens previstas para fevereiro deste ano. Um novo prazo foi dado até junho, mas também não foi cumprido. Até o ano que vem 61 barragens devem ser construídas, mas só três ficaram prontas: uma em Marilândia e duas em Montanha. A Seag acredita que até setembro outras nove serão concluídas. 

Com as chuvas caindo sobre o Espírito Santo nos últimos dias, a crítica de ambientalistas é de que o Governo está desperdiçando água com o atraso das obras em barragens. O Secretário Estadual de Agricultura, Octaciano Neto, acredita que a água não está sendo jogada fora e que o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Idaf) está acelerando o processo de licenciamento de barragens particulares. Em 2013, 200 barragens foram autorizadas enquanto que, no ano passado, foram 4 mil.

“A água que cai no Espírito Santo tem pouca água desperdiçada. Uma parte significativa dessas barragens são feitas pelos próprios produtores. Nós simplificamos o licenciamento e ampliamos a segurança dessas barragens”, argumenta.

O comentarista da CBN, Marco Bravo, acredita, no entanto, que a água precisa ser melhor compartilhada para que uma crise hídrica não volte a acontecer e que a água de grandes afluentes, como o Rio Jucu, está sendo jogada fora. “Nessa chuva já perdeu. As cidades do interior tem pequenas represas, mas é algo mais artesanal. Precisamos melhorar a gestão e armazenamento de água de boa qualidade”, disse.

Outra obra que poderia amenizar a crise hídrica na Grande Vitória é a barragem do Rio Jucu, que deve possibilitar os municípios de Vila Velha, a ilha de Vitória e parte de Cariacica ficar até quatro meses com abastecimento normal sem chuvas regulares, segundo a Cesan. A obra, no entanto, deve começar só no ano que vem. 

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