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DPCA conclui inquérito sobre caso do estupro de menina de 11 anos

Advogado de 49 anos, acusado de estuprar uma menina de 11 anos na região de Jacaraípe, na Serra, admitiu que a criança esteve na casa dele na data do crime, mas nega que tenha cometido o estupro. Laudo pericial confirma que a menina foi abusada

A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso de um advogado de 49 anos, acusado de estuprar uma menina de 11 anos na região de Jacaraípe, na Serra. Em depoimento, ele admitiu que a criança esteve na casa dele na data do crime, mas nega que tenha cometido o estupro. No entanto, o laudo pericial confirma que a menina foi abusada. Além disso, a vítima reconheceu a foto do homem e a casa onde ele mora. Por conta do trauma, ela se mudou com a mãe para a Bahia.

Segundo o delegado Lorenzo Pazolini, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o advogado alega que a criança teria pedido para usar o banheiro na casa dele e que teria tomado café e comido um pão. O depoimento da menina, no entanto, aponta que ela foi chamada pelo homem até a casa dele, onde foi estuprada.

O laudo pericial confirma que a criança sofreu abuso sexual no dia 7 de janeiro deste ano, data do crime, o que, segundo o delegado, torna a versão da vítima ainda mais robusta. “O fato é que não há dúvida de que ela esteve na residência do acusado, de 25 a 30 minutos. Ele próprio confirma. Não nos parece que seja razoável que uma criança de apenas 11 anos de idade frequente a casa de um cidadão de 49 anos que ela não conhecia, com quem nunca conversou e que permaneça lá por meia hora”, destacou o delegado.

No depoimento, a vítima também afirmou que o homem disse o próprio nome a ela. Após identificar a casa onde mora o acusado, a Polícia Civil constatou que ela pertence ao advogado que tem o mesmo nome informado pela menina. A casa foi localizada de acordo com descrições feitas pela criança e a partir do mapeamento do local.

O crime aconteceu no dia 7 de janeiro deste ano. A menina foi chamada pelo homem que a trancou em casa e cometeu o estupro. O abuso aconteceu no bairro São Francisco, na região de Jacaraípe, na Serra. O homem foi preso no último dia 10 de julho, quando chegava ao escritório em que trabalhava, no Edifício Portugal, no Centro de Vitória.

O acusado é divorciado e pai de dois filhos. Segundo o delegado Lorenzo Pazolini, as investigações mostraram que ele deixou de comparecer a audiências de clientes que representava e também ia com menos frequência ao escritório em que trabalhava.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu a conversão da prisão provisória do advogado em prisão preventiva. Por conta do que determina o estatuto da OAB, ele está preso no quartel da Polícia Militar, em Vitória. O homem responderá por estupro de vulnerável. A pena varia de 8 a 15 anos de prisão.

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