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Após polêmica, MPF recomenda que faculdade aplique novas provas

Depois de protesto de alunos na porta da faculdade, em Goiabeiras, a instituição de ensino informou que adiou a divulgação do resultado da seleção

Foto: Caíque Verli

Após muita polêmica, o Ministério Público Federal recomendou, nesta terça-feira (24), que a faculdade particular Multivix aplique novas provas de vestibular para o curso de Medicina. Estudantes afirmam que cadernos de provas com questões já respondidas foram entregues em uma sala durante a avaliação, aplicada na última sexta-feira (20).

O MPF deu um prazo de 15 dias para a faculdade informar a data do novo processo seletivo.

A recomendação foi assinada pela procuradora da República Elisandra de Oliveira Olímpio e enviada para a faculdade nessa terça. Caso a Multivix não acate, o MPF destacou que poderão ser adotadas medidas judiciais cabíveis.

O MPF também orientou que a Multivix suspendesse a divulgação do resultado da primeira etapa do vestibular. Após protesto de alunos na porta da faculdade, em Goiabeiras, a instituição de ensino informou que adiou a divulgação, que estava prevista para ocorrer até às 12h desta quarta (25).

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Os estudantes carregaram cartazes e pediram para a faculdade "valorizar os R$ 600", valor cobrado na inscrição do processo seletivo, e uma investigação do que ocorreu na prova.

Segundo o MPF, os candidatos alertaram os fiscais de prova de que houve a divulgação de respostas e receberam novos cadernos de prova. No entanto, os vestibulandos perceberam que se tratava da mesma prova, com a única diferença de não haver marcações indicativas de resposta. 

Para a procuradora, “houve flagrante tratamento desigual entre os candidatos".

A vestibulanda Camila Senna, 20, tenta entrar na faculdade pelo terceiro ano seguido e estava, segundo ela, na sala onde ocorreu o problema. A própria jovem contou que recebeu na prova o gabarito das questões de química por erro da faculdade e disse, na manifestação, que está revoltada com a falha no processo seletivo.

"Tem gente que está tentando há 4, 5 anos. E o valor do vestibular foi R$ 600. Isso para quem mora aqui porque para quem vem de fora paga ônibus, avião, hospedagem. Tem gente que veio de Goiânia para fazer essa prova. Isso é muito sério", critica.

Foto: Caíque Verli

Pais de vestibulandos também acompanharam o ato. A enfermeira Josi Oliveira, mãe de uma das candidatas, se sentiu desrespeitada quando soube da polêmica.

"Eu acho uma falta de respeito, é achar que nós somos palhaços. É achar que a gente não sabe o que está acontecendo", comentou

A Faculdade Multivix Vitória informou que a comissão do Processo Seletivo vai se reunir na tarde desta quarta-feira (25) e que novas informações serão passadas até o final do dia. 

No dia da confusão, informou, por meio de nota, que não reconhecia o teor das suposições levantadas a respeito de qualquer situação irregular que tenha ocorrido no processo seletivo de 2018 para o curso de Medicina.

 

 

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