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Empresas do ES na mira da Operação Lava Jato

Empresas e contribuintes do Estado também são alvos e um grupo de auditores da unidade da Receita Federal está à frente da equipe de coordenação nacional da operação

A operação Lava Jato, principal investigação sobre corrupção no Brasil e com atuação fora do país, também está presente no Espírito Santo. Empresas e contribuintes do Estado também são alvos e um grupo de auditores da unidade da Receita Federal está à frente da equipe de coordenação nacional da operação no braço fiscal.

A afirmação é do delegado da Receita Federal no Espírito Santo, Luiz Antonio Bosser, em entrevista concedida à Rádio CBN Vitória nesta quarta-feira (25). Bosser relata que a fiscalização realizada pelos auditores da Receita, nas principais investigações, é direcionada às grandes empresas. “O esforço maior da instituição, principalmente aquilo que não é automatizado, aquela análise que precisa ser feita com muito cuidado, é direcionado para grupos econômicos de grandes empresas”, afirmou.

Em abril deste ano, os delatores da Odebrecht, Carlos José Vieira Machado da Cunha e Paulo Sérgio Boghossian, contaram aos procuradores da Lava Jato que o consórcio responsável pela obra da sede da Petrobras em Vitória usou lobistas para conseguir aditivos milionários. Os “consultores” ganhavam de 1% a 3% sobre os valores que conseguiam que fossem liberados pela Petrobras às empreiteiras. Ao todo, os lobistas levaram mais de R$ 10 milhões.

A Operação Lava-Jato teve início no dia 17 de março de 2014 é apontada como a principal investigação de propinas envolvendo políticos e empresas de grande porte. Atualmente está em sua 45ª fase, chamada “Operação Abate 2”. Nela, o advogado Thiago Cedraz e o ex-deputado federal Sérgio Tourinho Dantas, foram alvos por compartilharem informações privilegiadas do Tribunal de Contas da União a fim de que a empresa americana Sargeant Marine, fornecedora da Petrobrás, se beneficie.

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