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Empresa de saneamento foi multada em R$ 481 mil por esgoto irregular

A ET & S Tratamento Ambiental e Saneamento é a responsável pelo tratamento sanitário da cidade, mas foi flagrada lançando esgoto de maneira irregular no rio

Polícia Federal deflagra Operação Descarte para combater lançamento de esgoto in natura nas águas do Rio Doce
Polícia Federal deflagra Operação Descarte para combater lançamento de esgoto in natura nas águas do Rio Doce
Foto: Divulgação | Polícia Federal

A empresa de Linhares que teve suas atividades parcialmente suspensas por despejar esgoto sem tratamento no Rio Doce recebeu três multas que totalizam quase meio milhão de reais.

A ET & S Tratamento Ambiental e Saneamento é a responsável pelo tratamento sanitário da cidade, mas foi flagrada lançando esgoto de maneira irregular no rio.

Uma operação da Polícia Federal na quarta-feira (22) cumpriu três mandados de busca e apreensão na empresa e na casa de seus sócios, além de um mandado de suspensão parcial de suas atividades econômicas. Pescadores da região denunciaram a prática irregular da empresa.

Foram suspensas o recebimento de resíduos sólidos perigosos e o funcionamento do termo-decompositor, mas não o tratamento de esgoto.

O Ibama aplicou três muitas durante a operação, no total de R$ 481 mil. O chefe da delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal no Espírito Santo, Décio Ferreira Neto, contou que a empresa vinha sendo monitorada há quatro meses e que ela foi flagrada pelo menos três vezes descartando o material irregular no rio.

"Nós fizemos medições, necessário não só para investigação, mas para o convencimento do juiz que deu as ordens. Precisamos de fazer três ou quatro coletas para fazer exame pericial", afirmou o delegado.

O delegado explicou que a suspensão da empresa não foi total porque a cidade depende do tratamento, mas que a empresa precisa regularizar a situação para voltar a operar normalmente.

"É uma empresa que estruturalmente tem todos maquinários necessários para fazer o tratamento. Não é uma empresa de fachada, é uma empresa legalizada, que possui os licenciamentos. O problema é que o tratamento não estava sendo feito ou estava sendo feito de forma ineficaz", explicou Décio.

Os investigados vão responder pelos crimes de poluição e contra a administração ambiental, com a pena que pode chegar a 6 anos de prisão. A empresa tem 20 dias para recorrer da multa aplicada pelo Ibama.

A reportagem da CBN não conseguiu contato por telefone com a empresa para comentar as infrações. Anteriormente, a ET & S Tratamento Ambiental e Saneamento tinha afirmado que prestou todo o apoio necessário aos representantes dos órgãos que inspecionaram os processos de suas operações e também, que forneceu toda documentação solicitada. A empresa ainda garantiu que opera dentro das melhores práticas de gestão ambiental e em consonância com sua licença de operação para o recebimento, tratamento e descarte de efluentes.

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