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Delegada lista os golpes campeões de denúncias no Estado

A Delegacia de Defraudações de Vitória (Defa) registra cerca de 15 ocorrências desses crimes por dia no Espírito Santo

Rhaiana Bremenkamp, delegada da Delegacia de Defraudações
Rhaiana Bremenkamp, delegada da Delegacia de Defraudações
Foto: Bernardo Coutinho

O caso de uma idosa de 83 anos que perdeu R$ 95 mil após cair no golpe do bilhete premiado no último mês de junho, em Vitória, chamou a atenção para esse tipo de crime. A delegada titular da Delegacia de Defraudações de Vitória (Defa), Rhaiana Bremenkamp, elencou os cinco golpes mais comuns no Estado. A delegacia registra cerca de 15 ocorrências desses crimes por dia no Espírito Santo.

O mais comum, segundo a delegada, é o empréstimo fraudulento. Rhaiana Bremenkamp afirmou que é preciso ter cuidado com os dados pessoais para não ser vítima desse crime. “Nós chamamos de furto de identidade. É quando os criminosos clonam documentos, pegam dados que as vítimas perdem na internet, fazendo currículo ou de alguma outra forma. Eles fazem um documento falso, vão até uma loja ou um banco e conseguem financiar ou fazer empréstimo.”

Outro golpe muito identificado pela Delegacia de Defraudações é o do bilhete premiado. Nesse caso, as vítimas são, preferencialmente, idosas. Os criminosos geralmente agem em duplas e convencem a vítima a entregar uma determinada quantia em dinheiro com a promessa de que ela vai receber parte de um prêmio.

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Os golpes aplicados por telefone também são muito comuns no Espírito Santo. A delegada Rhaiana Bremenkamp cita o golpe do carro quebrado. Por telefone, um criminoso se passa por um parente da vítima e alega que teve problemas com o veículo e que precisa de dinheiro para consertar o carro porque estão em algum lugar distante e precisam seguir viagem.

Quem já procurou um carro para comprar na internet pode ter notado veículos anunciados com preços bem abaixo do mercado. Esse é um dos crimes mais comuns registrados pela Defa. Os bandidos fazem um anúncio falso de um automóvel com preço baixo. Quando a vítima entra em contato, o criminoso afirma que precisa de um sinal em dinheiro para garantir a venda, alegando que existem outros compradores interessados.

Por fim, a delegada Rhaiana também cita o golpe do falso exame, normalmente aplicado contra pessoas que têm parentes internados em hospitais. Nesse tipo de crime, um bandido se passa por um funcionário do hospital e liga para a vítima dizendo que o familiar internado precisa realizar exames com urgência. Para isso, pede uma quantia em dinheiro.

Esse golpe, apesar de ser aplicado por telefone, demonstra que o bandido tem conhecimento sobre a vida da vítima. Os casos se tornaram tão comuns, que hospitais passaram a afixar cartazes e a informar pacientes que não fazem esse tipo de contato por telefone.

Para não cair nesses golpes, a delegada Rhaiana Bremenkamp orienta que é preciso desconfiar de situações inusitadas, como a do golpe do bilhete. Em caso de algo envolvendo familiares, ela diz que é importante entrar em contato diretamente com o parente ou, no caso de alguém que esteja internado, com o hospital.

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