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Grande Vitória tem, em média, um incêndio por dia em veículos

Enquanto isso, o fim da obrigatoriedade da presença dos extintores nos veículos completa três ano no próximo mês de setembro

Incidentes com fogo estão chamando atenção
Incidentes com fogo estão chamando atenção
Foto: Reprodução- Redes Sociais

O motorista Sebastião Paulo de Oliveira lembra com detalhes do dia que o carro que ele dirigia teve problemas mecânicos e começou a pegar fogo. O motorista só não teve grandes prejuízos porque usou um extintor para apagar as chamas. No entanto, dezenas de motoristas da Grande Vitória não tiveram a mesma sorte de Sebastião em 2018 e viram seus carros serem consumidos pelas chamas. De acordo com números do Corpo de Bombeiros, durante o primeiro semestre deste ano, 240 veículos pegaram fogo na Grande Vitória. Uma média que supera a marca de um carro por dia com incêndio, entre janeiro e julho.

Enquanto muitos carros têm prejuízo com o fogo, podendo chegar a perda completa, o fim da obrigatoriedade da presença dos extintores nos veículos completa três anos no próximo mês de setembro.

Na avaliação do tenente-coronel Carlos Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros, grande parte dos incêndios acontece pela falta de manutenção dos veículos. No entanto, na avaliação dele, a recorrente falta de extintores nos carros também contribui para o aumento de ocorrências.

"Eu entendo que, quando o legislador retirou a obrigatoriedade da utilização do extintor de incêndio dentro dos veículos, ele trouxe um risco à integridade física das pessoas e acelerou o processo de perda patrimonial para o cidadão", avaliou o representante dos Bombeiros.

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Depois do susto vivido há alguns meses, quando quase perdeu o carro para o fogo, o motorista Sebastião Paulo de Oliveira garante que não deixa faltar um extintor no veículo.

"Já comentei com os colegas que realmente o extintor me serviu. Tem coisas no carro que cobram e são menos importante. É pelo bem da gente (a presença do extintor), senão teria perdido meu carro", relatou o motorista.

O fim da obrigatoriedade da compra dos extintores também causou impactos no comércio. O empresário André Paiva, que trabalha com a venda de extintores há 23 anos, afirma que o faturamento da empresa dele caiu 30% nos últimos três anos. Paiva afirmou que vendia cerca de 600 extintores veiculares por mês e, agora, não vende praticamente nenhum. O foco da empresa passou a ser extintores de maior porte, para empresas, indústrias e condomínios. 

PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

O tenente-coronel Carlos Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros, afirmou que em possíveis casos de incêndio os motoristas precisam de cuidados básicos para evitar acidentes mais graves. Em casos de fumaça na parte dianteira do veículo, por exemplo, os motorista não devem levantar o capô do carro de uma só vez. A tampa precisa ser levantada lentamente, para que a presença do ar não aumente as possíveis chamas. O extintor deve ser acionado à medida que a tampa do capô é levantada.

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