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ES: quase 30 mil novas empresas abertas no primeiro semestre de 2018

Cerca de 80% são de Microempreendedores Individuais (MEI). A maioria dos novos negócios são do ramo de alimentação

Pedro Muniz, educador físico e empresário
Pedro Muniz, educador físico e empresário
Foto: Rafael Monteiro de Barros

Quase 30 mil novos CNPJs foram abertos no primeiro semestre deste ano no Espírito Santo, de acordo com dados do Serasa. A maior parte deles, cerca de 80%, é de Microempreendedores Individuais (MEI). Os negócios que mais são abertos são os do ramo de alimentação.

Entre janeiro e junho deste ano, o Espírito Santo registrou o surgimento de 29.563 novos CNPJs. O número é 13,6% maior que a quantidade de aberturas de empresas no mesmo período de 2017, quando 25 mil CNPJs foram abertos, segundo o Serasa.

A gerente do Serasa Empreendedor, Bárbara Passuello, afirma que o principal fator que tem levado as pessoas a empreenderem é o cenário econômico desfavorável do país, com alto índice de desemprego. Mesmo assim, ela diz que é difícil falar em um momento mais adequado para criar um negócio. Segundo Bárbara, o essencial é conhecer o mercado e ter o máximo de informações para abrir um CNPJ sem correr grandes riscos.

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O empresário Rômulo Raggi abriu uma hamburgueria no bairro Jardim da Penha, em Vitória, há dois anos. Neste ano, ele já abriu uma nova casa de lanches em Jardim Camburi, acompanhando a tendência de novos negócios no ramo de alimentação. Ao lado do sócio, Rômulo afirma que o objetivo é ampliar a empresa. “A gente tem ideia de abrir em várias cidades do Espírito Santo e até em outros lugares do Brasil.”

Quem também abriu um novo negócio neste ano é o educador físico Pedro Muniz, que começou dando aulas de exercícios funcionais na Praia de Camburi há sete anos, junto com um sócio. Naquela época, eles só tinham duas alunas. Uma delas era a própria mãe de Pedro.

Sete anos depois, o empresário já conta com cerca de 100 alunos na praia. Neste ano, ele abriu um estúdio na Mata da Praia onde também dá aulas de exercícios funcionais para quem prefere fazer atividades físicas em ambientes fechados.

Segundo Pedro, o processo de empreender até que o negócio ficasse consolidado foi lento e deu trabalho. “Demorou. Meu sócio é de Vila Velha. Às vezes, ele dormia na minha casa porque não tinha passagem para voltar. Todo dinheiro que entrava, a gente reinvestia, comprava material.”

Hoje, Pedro Muniz afirma que o negócio é mais sólido e indica para todos que querem empreender que apostem nas próprias ideias e que busquem informações para fazer a empresa dar certo.

O levantamento do Serasa só leva em consideração o número de CNPJs que foram criados no primeiro semestre deste ano, e não aqueles que foram fechados.

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