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Chuvas: mães e bebês são resgatados de maternidade ilhada

Pelo menos oito bebês e mães foram retirados às pressas do Hospital Maternidade de Cobilândia durante a tarde desta sexta-feira (9)

Hospital Maternidade de Cobilândia alaga e grávidas precisam ser transferidas para outras unidades
Hospital Maternidade de Cobilândia alaga e grávidas precisam ser transferidas para outras unidades
Foto: Ricardo Medeiros

Retrato fiel do caos que a Grande Vitória viveu com as fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dois dias: o Hospital Maternidade de Cobilândia, em Vila Velha, foi invadido pela água da rua e foi preciso uma operação do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal para resgatar grávidas, mães e recém-nascidos da unidade e transferi-los para outros hospitais do município.

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Pelo menos oito bebês e mães foram retirados às pressas do hospital durante a tarde desta sexta-feira (9). Os bombeiros usaram um caminhão-baú, cedido por uma empresa da cidade, para transportar os pacientes, como conta o tenente Alan do Corpo de Bombeiros.

"Inicialmente a gente foi até com uma embarcação ao local. Por se tratar de umas mães que não tinham recebido alta ainda, mães que fizeram cesárea há dois dias e ainda não tiveram alta, elas precisariam ser transportadas com um meio mais adequado."

As mães e as crianças foram levadas de maca até o caminhão para não se molharem na rua. A unidade, que é de responsabilidade da Prefeitura de Vila Velha, ficou ilhada e suspendeu os atendimentos.

Os acompanhantes das grávidas ficaram apreensivos com a transferência improvisada. A filha da dona de casa Valdiceia Martins estava bem preocupada com o estado de saúde da filha, Jaíne Eugênio, grávida de 3 meses, que chegou a se sentir mal dentro do caminhão. "Tinha muitos dias ela estava sentindo muito enjoo, ela estava fraca sem comer nada e o esposo dela veio e internou ela. Uma situação um pouco preocupante né."

Mais de 15 funcionários também foram resgatados do Hospital. Tinha enfermeiro que estava há mais de 30 horas no trabalho por não conseguir sair da maternidade e se recusou a arredar o pé do hospital enquanto todos os pacientes não estivessem seguros. Um deles é o enfermeiro Marcos Matos.

"Nosso intuito é ser os últimos a saírem. A gente só sai depois que o último paciente for transferido. A situação é complicada. Por quê? Porque o fluxo de água aumentou bastante, com isso o mal cheiro insuportável, tornando o lugar insalubre. O risco de infecção é alto."

O Pronto-Atendimento que funciona ao lado do hospital também teve que ser fechado. Em nota divulgada, a Prefeitura de Vila Velha informou que todos os pacientes foram transferidos para outros hospitais. Outras unidades de saúde do município funcionaram mas com o atendimento limitado em razão da dificuldade de servidores de chegarem nos locais de trabalho já que várias ruas ficaram completamente alagadas na cidade.

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