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Gerson Camata: comerciantes e moradores presenciaram o assassinato

Comerciante que trabalhava próximo ao local do crime viu o momento em que o assassino saiu andando: "Eles discutiram, o assassino atirou e saiu andando como se nada tivesse acontecido."

Gerson Camata foi assassinado nesta quarta-feira (26) na Praia do Canto, em Vitória
Gerson Camata foi assassinado nesta quarta-feira (26) na Praia do Canto, em Vitória
Foto: Vitor Jubini | GZ

O ex-governador do Espírito Santo Gerson Camata, 77 anos, foi assassinado na tarde desta quarta-feira (26) na Praia do Canto, em Vitória. O crime ocorreu em frente a um restaurante próximo à esquina das ruas Chapot Presvot e Joaquim Lyrio.

O ex-governador foi atingido por um tiro no pescoço. O Samu chegou a ser acionado, mas Camata não resistiu ao ferimento. O crime chocou os moradores da região.

Um comerciante que trabalhava próximo ao local do crime viu o momento em que o assassino saiu andando. “Eles discutiram, o assassino atirou e saiu andando como se nada tivesse acontecido. O Camata ainda andou alguns passos e caiu no chão. O Samu chegou e viu que ele estava morto”, disse.

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Uma moradora do prédio que fica em frente ao local do crime, que não quis se identificar, ouviu o disparo, mas achou que se tratava de um acidente de trânsito.“Eu fui olhar pela janela e aí já vi a correria. Logo já vi a polícia e pensei que se tratava de algo mais grave”, afirmou.

Amigos e familiares

Curiosos e autoridades acompanharam o trabalho da perícia. O secretário da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, Zé Carlinhos, foi para o local assim que ficou sabendo do crime. Ele contou que sempre se encontrava com Camata na padaria em frente ao local do crime.

“Com muita frequência nos encontrávamos para tomar um café na padaria. Ele tinha a cara de Vitória, muito querido e respeitado. Ele soube sair da política mantendo amizade e respeito. Tinha a capacidade de se relacionar, de conviver”.

Muito abalado, o irmão de Camata, José Augusto Camata, 68 anos, também foi ao local do crime. Ele lamentou a segunda perda na família em pouco tempo. Há três meses ele perdeu um outro irmão.“É muito triste. A família está muito abalada. Mas confiamos em Deus. Ele quem escreve nossa vida. Esperamos que o assassino seja devidamente punido pela Justiça”, contou.

O sobrinho do ex-governador, o policial rodoviário federal Edmar Camata acompanhou de perto o trabalho da perícia. Ele também foi o responsável por recolher os pertences da vítima, como tênis e as chaves de casa e do carro, que ficou estacionado a poucos metros do local do crime. O carro tinha sido adquirido na semana passada.

“A reflexão que fica é a banalização da vida, a mesma que vemos em uma área pobre. A vida vale pouco, as pessoas matam por nada. Mudar isso requer um envolvimento coletivo, uma visão ampla. Não é só liberar arma, tem que gerar um contexto social para que as pessoas valorizem a vida”, contou.

Pouco antes das 19h o corpo foi levado para o Departamento Médico Legal (DML).

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