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Sem pesquisar preços, material escolar pode sair até 275% mais caro

Uma das maiores variações está no preço do lápis de cor de 12 cores: R$ 12,90 em uma papelaria e R$ 44,90 em outra loja.

Com a proximidade do início do ano letivo, pais vão em busca de material escolar.
Com a proximidade do início do ano letivo, pais vão em busca de material escolar.
Foto: José Carlos Schaeffer

O início do ano letivo 2019 está próximo e pais estão em busca dos itens da lista do material escolar dos filhos. No entanto, é preciso cautela e paciência para pesquisar e não ser surpreendido com a diferença de preço nos produtos. Pesquisa realizada pelo Procon de Vitória aponta que o preço de itens da lista pode variar até 275% dependendo do local de compra.

O levantamento, feito em lojas da Capital, checou o preço de 132 produtos em seis estabelecimentos diferentes. A maior variação foi encontrada no preço da régua de 30 cm: diferença de 278%, sendo vendida por R$ 1,20 em um local e R$ 4,50 no outro. A segunda maior diferença de preço foi na caixa de lápis de cor de 12 cores, que atingiu uma variação de 248% de um local para o outro: R$ 12,90 em uma papelaria e R$ 44,90 em outra loja.

Outros itens também apresentam uma diferença significativa. Um caderno capa dura de uma matéria, com 96 folhas, chega a custar mais que o dobro em diferentes lojas. Em um local pesquisado, é vendido por R$ 10,50. Na papelaria com o preço mais caro sai a R$ 22,90. A variação de preço das canetas hidrográficas de 24 cores, as famosas ''canetinhas'', também assusta. No estabelecimento com o maior preço, sai a R$ 47. Em outra loja, o produto, da mesma marca, sai a R$ 23,90. 

ORÇAMENTO

A gerente do Procon de Vitória, Hérica Correa Souza, ressalta que itens com personagens infantis famosos são mais caros e podem pesar no bolso. “A gente deve, sim, pesquisar de papelaria em papelaria, olhar mesmo o menor preço, evitar marcas com personagens, itens que as crianças querem com personagens muito famosos. Isso encarece muito o produto”, disse.

Foto: José Carlos Schaeffer

O órgão também destaca possíveis práticas ilegais impostas por escolas em algumas listas de material. Hérica reforça que os pais devem ficar atentos quanto ao pedido de itens de uso coletivo - o que não pode acontecer. “O pai tem que comprar itens individuais. A lista de material escolar não pode conter produtos de uso coletivo. Por exemplo: papel higiênico, guardanapo, álcool, copo descartável, coisas que a escola tem que custear”, ressaltou.

PROCURA

Em uma loja de artigos escolares da Capital, a reportagem ouviu quem estava de olho na diferença de preço durante a procura do material escolar para os filhos. A empresária Maristela Lamas, 40, afirmou que percebeu a variação e vai comprar os itens em lugares diferentes. “Dei uma olhada e algumas coisas eu vou comprar aqui, e outras em outro lugar. Caderno aqui, por exemplo, está mais em conta”, disse.

Alguns até se anteciparam, como o corretor de seguros Washington Martins, 42. Ele, que tem a missão de comprar o material escolar para três filhos, afirmou que comprou parte dos itens ainda no ano passado. “Já comprei algumas coisas no ano passado, prevendo a alta de preço nesta época de retorno as aulas. Geralmente, no mês de outubro e novembro, as lojas estão com o preço mais em conta, porque a demanda é menor. Nesta época do ano, tende a ser mais caro”, disse.

O corretor de seguros Washington Martins comprou parte do material ainda no ano passado.
O corretor de seguros Washington Martins comprou parte do material ainda no ano passado.
Foto: José Carlos Schaeffer

Segundo a gerente do Procon, qualquer item ou pedido duvidoso encontrado por pais ou responsáveis em listas de material escolar devem ser denunciadas diretamente para o órgão. “Se o pai perceber qualquer irregularidade, ele pode denunciar pelo aplicativo do Procon, no 156, ou pessoalmente no órgão”, disse.

O Procon de Vitória fica na Casa do Cidadão, na avenida Maruípe, 2544.

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