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Sem prazo para início de obras de restauração da Segunda Ponte

O Departamento de Estradas e Rodagens do Espírito Santo (DER) afirma que deve abrir licitação ainda no primeiro semestre para início das intervenções, mas não crava uma data de início das obras

Pilar deteriorado, um dos muitos problemas encontrados na Segunda Ponte.
Pilar deteriorado, um dos muitos problemas encontrados na Segunda Ponte.
Foto: Gazeta Online

Mais de um ano após o laudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) apontar falhas na estrutura da Segunda Ponte, os responsáveis pela ponte seguem sem definir um prazo para a entrega das obras de restauração.

O Departamento de Estradas e Rodagens do Espírito Santo (DER) afirma que deve abrir licitação ainda no primeiro semestre deste ano para contratação de empresa para início das intervenções. O órgão garante também que não há risco de colapso na ponte. No entanto, o diretor-geral Luiz Cesar Maretto Coura diz que não pode garantir uma data de início das obras, previstas para terem duração de até oito meses. O DER é responsável pelo trecho estadual, que compreende a ponte entre o acesso pela avenida Carlos Lindenberg, viaduto até o entrocamento com o acesso que permite a descida para o município de Cariacica.

"Eu infelizmente não tenho como definir finalização de processo licitatório. É uma pena, mas a lei não me permite dizer isso. Se tiver três ou quatro empresas concorrendo, elas podem contestar a vitória da outra na Justiça", afirma.

As obras vão custar R$ 8 milhões e incluem a troca do pavimento, o recobrimento do aço exposto, proteções nos blocos de fundações, a mudança no guarda rodas e a implementação de uma iluminação cênica. As intervenções que demandem interdição da ponte serão feitas durante a madrugada. O diretor-geral disse que o DER vai criar uma comissão para avaliar a estrutura de todas as pontes de responsabilidade do Estado.

Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela outra parte da Segunda Ponte, ainda não tem um projeto pronto para as intervenções necessárias.

O superintendente regional do Dnit, Romeu Scheibe, alertou que esse trecho da ponte, de responsabilidade do Dnit, não possui ainda uma empresa responsável pela manutenção preventiva. "A gente tem que acompanhar os desgastes naturais e fazer intervenções para que não haja problemas estruturais. E é isso que a gente vai trabalhar".

Dnit, DER e o Crea participaram de uma audiência da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (11) agendada para discutir as intervenções na Segunda Ponte, responsável por uma das ligações entre as cidades de Vitória, Vila Velha e Cariacica.

 

 

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