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Oito mulheres no ES já denunciaram o médium João de Deus

O MP do Espírito Santo colheu depoimentos, que já foram encaminhados para o Ministério Público de Goiás, que está à frente das investigações

Justiça de Goiás aceita mais uma denúncia contra João de Deus
Justiça de Goiás aceita mais uma denúncia contra João de Deus
Foto: Agência Brasil

Oito mulheres no Espírito Santo já denunciaram o médium João Teixeira de Farias, o João de Deus, por abuso sexual. João de Deus está preso em Goiânia há três meses.

Desde dezembro, o Ministério Público do Espírito Santo passou a integrar a força-tarefa coordenada por promotores de Goiás para apurar os casos. As vítimas já foram ouvidas pelo Ministério Público aqui no Espírito Santo e os depoimentos já foram encaminhados para os promotores de Goiás, que estão à frente das investigações.

A promotora Cláudia Garcia, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), explicou que esses casos aconteceram em Abadiânia, onde o médium mantinha um centro espiritual. As denúncias, segundo a promotora,  começaram a chegar depois que as primeiras mulheres revelaram os abusos sofridos.

 

"Muitas mulheres começaram a perceber que aquilo não tinha acontecido só com ela. Mulheres que estavam com aquela sensação de culpa, de dúvida, de medo, de vergonha, sentimentos que estavam adormecidos, voltaram a ficar à tona quando elas começaram a ver o número de mulheres que fizeram denúncias em todo o Brasil". 

Nem todos os oito depoimentos vão se transformar em denúncias que serão oferecidas à Justiça. Isso porque alguns dos casos correm o risco de prescrever, em virtude do tempo decorrido do fato até hoje.

Em todo o país, mais de 300 mulheres procuraram o Ministério Público para relatar abusos cometidos por João de Deus. O médium está preso desde o último dia 16 de dezembro. Nessa terça-feira (12), desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) concederam habeas corpus a João de Deus em um dos processos que correm contra ele, mas o médium não será solto porque existem outros mandados de prisão em vigor.

O Ministério Público do Espírito Santo recebe denúncias de abuso através dos e-mails [email protected] e [email protected]. A vítima não precisa se identificar. 

 

 

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