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Ufes promete reforçar a segurança em área onde aluna foi atacada

Representantes da universidade garantem que um novo planejamento de segurança será implantado a partir desta sexta-feira (15)

Estudantes da Ufes realizam protesto na reitoria da universidade contra violência no campus
Estudantes da Ufes realizam protesto na reitoria da universidade contra violência no campus
Foto: Eduardo Dias

Após os protestos dos estudantes e uma reunião com quase três horas de duração com representantes do curso de Arquitetura e Urbanismo, a direção da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) se comprometeu a reforçar a segurança em pontos específicos do campus de Goiabeiras, em Vitória. Em um primeiro momento, o reforço acontecerá na região do Centro de Artes, onde estão reunidos oito cursos da universidade. A efetividade da segurança no local voltou a ser questionada pelos alunos da Ufes na última terça-feira (12), quando uma aluna do curso de Arquitetura foi atacada por um homem ao chegar para estudar.

Representantes da universidade garantem que um novo planejamento de segurança será implantado a partir desta sexta-feira (15), mas a Ufes não quis detalhar a quantidade de agentes de segurança usados para essa tarefa. A agressão sofrida pela aluna de 20 anos fez com diversos estudantes cobrassem ações da direção da universidade. Por dessas reclamações, alunos de Arquitetura, representantes da direção do curso e do Centro de Artes se reuniram com o reitor da universidade, Reinaldo Centoducatte, na manhã desta quinta-feira (14). Representantes da Polícia Militar e da equipe de vigilância da Ufes também participaram do encontro. Enquanto a reunião acontecia, um grupo com cerca de 60 estudantes se reuniu no prédio da reitoria para protestar contra a insegurança.

O professor chefe do Centro de Artes, Paulo Sérgio Vargas, afirmou que vigilantes e policiais militares terão uma presença mais efetiva nas proximidades dos prédios Centro de Artes, principalmente nos horários de início e fim das aulas.

"Com especial atenção nos horários em que se abrem os prédios, quando tem poucas pessoas frequentando as salas e os edifícios. E também no horário noturno, quando fica uma sensação de insegurança maior", explicou o professor.

O estudante Vitor Siqueira, do sexto período do curto de Arquitetura, participou da reunião com o reitor da universidade e espera que os pedidos dos alunos sejam atendidos. "A gente espera que seja atendido e temos a garantia da universidade que, se isso não for atendido, nós podemos cobrar e nós poderemos expor esse problema para outros estudantes, que também atuarão nessa cobrança", disse o aluno.

Além de uma maior presença de policiais e vigilantes, os alunos também pendem reforço na limpeza e iluminação nas proximidades dos prédios. A aluna Fernanda Cristina da Silva diz que as cobranças por melhorias serão constantes.

"A gente está percebendo que vai precisar fazer uma pressão e acompanhar de perto esse processo, para que seja efetivo esse sentimento de segurança e para que a segurança se torne real."

ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA NO CAMPUS

Em relação a segurança nos demais centros de ensino do campus de Goiabeiras, o professor Paulo Sérgio Vargas diz que a estratégia de atuação dos policiais militares e vigilantes já está definida, mas que a efetivação do plano depende do aumento do contingente dos policiais militares na universidade.

Vargas adiantou que a segurança será dividida entre os centros de ensino, com uma equipe fixa de agentes em cada centro, na intenção de criar vínculos com os frequentadores de cada local. No entanto, não foi dado um prazo para que esse formato de organização seja efetivado e nem uma data prevista para que o quadro de policiais disponíveis esteja completo.

"É uma estratégia nova que está se construindo dentro da universidade, de manter uma espécie de guarda comunitária. Vai ter um efetivo que estará ali sempre, que vai poder estabelecer uma relação com os usuários de cada centro, para poder atuar na questão da segurança. Isso cria um vínculo importante entre a comunidade e o agente de segurança", avaliou o representante da Ufes.

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