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As ilegalidades do julgamento de Jesus: da prisão à execução

Para especialistas da história do direito, não há dúvidas de que a pressa levou ao desrespeito das leis hebraicas e romanas, impedindo um julgamento justo. Acompanhe a série de reportagens especiais da jornalista Vilmara Fernandes

O julgamento de Jesus
O julgamento de Jesus
Foto: Arabson

Às 9 horas no dia 7 de abril do ano 793 da fundação de Roma, começava o processo de execução de Jesus de Nazaré. A pena por crucificação tinha sido determinada por Pôncio Pilatos. Era o ponto final do julgamento mais famoso, mais controverso e um dos mais rápidos da história. Em menos de 24 horas, Jesus foi preso, interrogado, julgado, condenado e executado. Uma rapidez que até hoje assombra estudiosos do direito romano e hebraico, advogados, juristas e professores.

Para estes especialistas da história do direito não há dúvidas de que a pressa levou ao desrespeito das leis hebraicas e romanas, impedindo um julgamento justo. Tudo foi feito para que se atendesse ao objetivo da elite sacerdotal de se livrar de um homem que trazia transtornos e ameaçava o estado judaico. E também ao de Pôncio Pilatos, o governador que temia perder prestígio em Roma, como explica nesta série especial de reportagens, o professor Roberto Victor Pereira Ribeiro, advogado e autor de um livro sobre o tema. Segundo ele, foi um dos julgamentos mais hediondos e mais horríveis dentro da historiografia jurídica.

Os fatos aconteceram em Jerusalém, nos dias que antecederam a Páscoa judaica. Um feriado que fazia com que a população da cidade, sob a brutal dominação romana, aumentasse em quatro vezes. Era o que movimentava a economia local centrada, principalmente, no Templo de Salomão, onde era feito o câmbio da moeda para o pagamento dos impostos e a venda dos animais que seriam imolados em sacrifício.

Este era o cenário encontrado por Jesus, que um domingo antes da Páscoa chegou à cidade, no lombo de um burro, aclamado pela população. Nos cinco dias em que passou no local, conseguiu acirrar ainda mais a ira dos sacerdotes hebreus, com suas pregações e ações, como a expulsão dos vendilhões do templo. Os mesmos líderes que há muito estavam insatisfeitos com as curas e milagres, como o de Lázaro, que morto voltou a viver, e com a valorização que era dada às mulheres, que à época não tinham direitos e nenhum status.

Mas como estas ações resultaram na pena capital, a morte? De quais crimes Jesus foi acusado, e ele de fato os cometeu? A partir de uma análise histórica e jurídica, especialistas convidados vão explicar estes pontos e apontar ainda quais foram as ilegalidades cometidas perante as leis hebraicas e romanas em cada uma das etapas que envolveram o processo penal de Jesus, da sua prisão até a execução.

Jesus Cristo é entregue a julgamento no sinédrio romano
Jesus Cristo é entregue a julgamento no sinédrio romano
Foto: Arabson

Em uma série de reportagens especiais da jornalista Vilmara Fernandes você vai acompanhar, passo a passo, toda a história do julgamento de Jesus Cristo, desde a sua condenação até a morte. Acompanhe a primeira reportagem da série. 

Prisão

 

 

Pôncio Pilatos lava suas mãos durante a decisão de impor a Jesus Cristo a pena de morte
Pôncio Pilatos lava suas mãos durante a decisão de impor a Jesus Cristo a pena de morte
Foto: Arabson

Nesta segunda reportagem, conheça os crimes dos quais ele foi acusado e na visão dos especialistas consultados pela jornalista Vilmara Fernandes, se ele de fato os praticou.

Crimes

 

 

 

O julgamento de Jesus
O julgamento de Jesus
Foto: Arabson

Toda a análise histórica e jurídica do julgamento mais famoso, mais controverso e um dos mais rápidos da história. Em menos de 24 horas, Jesus foi preso, interrogado, julgado, condenado e executado. Na terceira reportagem, os interrogatórios e os julgamentos nos tribunais judaico e romano.

Interrogatórios e Julgamentos 

 

 

Advogados, juristas e professores consultados pela jornalista Vilmara Fernandes falam das ilegalidades do julgamento de Jesus. Nesta quarta e última reportagem da série especial, as últimas horas da condenação à execução de Cristo. Tudo com uma rapidez que até hoje assombra estudiosos do direito romano e hebraico, advogados, juristas e professores. 

Jesus é agredido, torturado e atacado por soldados e populares antes de sua crucificação

Condenação e Execução

 

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