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Ato reúne crianças em Vitória e lembra combate ao abuso infantil

O dia 18 de maio, que vai cair neste sábado, é considerado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Foto: Vítor Jubini

Cerca de 90 jovens de comunidades de Vitória participaram de um ato de conscientização contra o abuso infantil nesta sexta-feira (17), véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Participaram das atividades membros de seis grupos: o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Caminhando Juntos (Cajun- voltado para inclusão de crianças e adolescentes), Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI) do bairro Centro, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)  também do bairro Centro, projeto Sarça e a Obra Social Nossa Senhora das Graças. As crianças do Cajun do bairro do Romão seguiriam em caminhada até a sede da Obra Social, mas a atividade foi cancelada por causa das chuvas e o grupo seguiu de van até o local para participar de apresentações culturais e dinâmicas.

Os pequenos do Romão estavam vestidos com abadás e faixas laranjas, cor que simboliza a luta. Durante o ato, foi lembrado também do emblemático caso Araceli, que, aos 8 anos de idade, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo. O corpo foi deixado desfigurado e em avançado estado de decomposição próximo a uma mata, em Vitória, dias depois de desaparecer. O caso aconteceu em 1973 e o processo, depois do julgamento e absolvição dos acusados, foi arquivado pela Justiça.

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Meirielle de Souza, coordenadora do Cajun Romão, ressaltou a importância do ato, para que casos como o de Araceli e de outras crianças vítimas de violência não ocorram mais no Estado. "Essa é uma ação para lembrar da data, para buscar através de ações e intervenções urbanas e diversas outras atuações, para falar da importância da data, de estar atento, de proteger crianças e adolescentes", comentou.

Dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que o Disque 100 recebeu, em 2017 mais de 20 mil denúncias do tipo em todo o Brasil. Em âmbito nacional, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) é o órgão responsável pela coordenação das ações de combate a essas violações. O abuso acontece quando a criança ou adolescente é usado para satisfação sexual de uma pessoa mais velha. Já a exploração sexual envolve uma relação de mercantilização, onde o sexo é fruto de uma troca, seja financeira, de favores ou presentes.

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