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Comércio de Cobilândia enfrenta alagamento e perdas de mercadorias

Donos de lojas apontam que o comércio demora de 4 a 6 dias para recuperar a normalidade e que essa será praticamente uma semana perdida para a atividade em bairros da região

 Pedro Lima, dono de uma oficina mecânica que teve prejuízos em Cobilândia
Pedro Lima, dono de uma oficina mecânica que teve prejuízos em Cobilândia
Foto: Caíque Verli

Comerciantes da Grande Cobilândia ainda tentam contabilizar os prejuízos provocados pela enchente em Vila Velha. Três dias após as fortes chuvas que atingiram o município, a região ainda tem vários pontos de alagamentos, impedindo o funcionamento de lojas que foram invadidas pela água ou que estão isoladas.

Donos de lojas apontam que o comércio demora de quatro a seis dias para recuperar a normalidade e que essa será praticamente uma semana perdida para a atividade em bairros da região. A Fecomércio estima que em toda a Grande Vitória os danos ao setor girem em torno de R$ 25 milhões. Mesmo nos pontos comerciais abertos em Cobilândia, a movimentação ainda é fraca porque muitos clientes não conseguem chegar às lojas.

Comerciante coloca produtos molhados na calçada em Cobilândia
Comerciante coloca produtos molhados na calçada em Cobilândia
Foto: Caíque Verli

Um desses prejudicados é Pedro Lima, dono de uma oficina mecânica que teve inúmeros prejuízos. Ele chegou a levantar o pisto do ponto comercial para evitar os alagamentos mas não deu certo. "Levantei 50 cm para não ter mais prejuízo e não adiantou. Desta vez, a água subiu 80. Quando eu levantei foi em 2013, nunca tinha subido tanto assim. Levantei para ficar mais tranquilo, mas que nada. Subiu 80 cm", lamenta Pedro.

 

Esta terça-feira foi dia de limpeza na loja de autopeças em que trabalha o gerente Carlos Alberto Rangel. Na segunda-feira, a loja não abriu porque ainda estava cheia d'água. Mesmo depois de aberta, poucos clientes apareceram. "A loja a gente até consegue abrir, mas só que infelizmente os clientes não vêm porque tem medo dos alagamentos. Então, eles deixam de vir à loja", conta.

Pontos de alagamentos em Cobilândia: moradores ainda sofrem no bairro
Pontos de alagamentos em Cobilândia: moradores ainda sofrem no bairro
Foto: Caíque Verli

Além do comércio, outros serviços também continuam impactados. A Maternidade de Cobilândia, que foi invadida pela água, segue sem previsão de ser reaberta. Funcionários da unidade disseram que, só nesta terça-feira, eles conseguiram começar a limpar o espaço. Como esse trabalho de higienização é mais complexo, não é possível dizer quando será reaberto.

Cinco escolas da rede municipal ainda seguem sem aula: as unidades municipais de educação infantil Maria Eliza Vereza Coutinho (São Conrado), José Silvério Machado (Jardim Marilândia) e Professora Normília da Cunha Santos (Terra Vermelha); e as unidades de ensino fundamental Paulo Mares Guia (Cobilândia) e Izaltina Almeida Fernandez (Jardim Marilândia).

Sobre a situação da região, a prefeitura de Vila Velha anunciou, ainda na noite de domingo, que uma bomba de sucção foi instalada em Cobilândia, para ajudar a dar vazão à água para o Canal Marinho.

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