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Vila Velha: alagamento persiste e moradores falam de prejuízo e caos

Muitas ruas continuam tomadas pela água que parece não escoar. Prefeitura afirma que sistema de bombeamento está funcionando de forma ininterrupta.

Rua alaga no bairro Jardim Marilândia nesta segunda-feira (20)
Rua alaga no bairro Jardim Marilândia nesta segunda-feira (20)
Foto: José Carlos Schaeffer

Moradores da Grande Cobilândia, em Vila Velha, continuam tendo transtornos com alagamentos mesmo quase quatro dias depois das fortes chuvas que atingiram a Grande Vitória no último sábado (18). Muitas ruas continuam tomadas pela água que parece não escoar. Os prejuízos vão de móveis a veículos, e moradores reclamam da falta de respostas do poder público.

Residente no bairro Jardim Marilândia há 20 anos, o porteiro Agnaldo Timótheo, 51, fala dos prejuízos registrados sempre que chove forte no local. Na noite desta segunda-feira, ele afirma que a água ainda estava com 10cm de altura dentro de casa. Agnaldo fala do que perdeu e reclama da falta de atenção da prefeitura com a região.

“Móveis, meu carrinho que eu não consegui tirar da garagem está lá cheio de água, geladeira tentamos levantar ao máximo. A situação é muito caótica. Cobilândia e Jardim Marilândia estão esquecidas”, reclamou.

O vigilante Josué Ferreira, 39, afirma que perde móveis há anos, sempre que acontece algum alagamento
O vigilante Josué Ferreira, 39, afirma que perde móveis há anos, sempre que acontece algum alagamento
Foto: José Carlos Schaeffer

O vigilante Josué Ferreira, 39, afirma que perde móveis há anos, sempre que acontece algum alagamento. Mesmo com obras para aumentar o quintal, ele continua registrando prejuízos.

“Não adianta a gente gastar dinheiro com obra se não melhorar a drenagem. De oito meses para cá, nos perdemos móveis três vezes, nas três enchentes que aconteceram. Nas outras vezes, nós conseguimos tirar os carros da garagem. Dessa vez, não. Acordamos 5h da manhã e já não dava tempo de salvar quase nada. O carro não deu pra tirar mais da garagem, os móveis já estavam quase todos debaixo d'água”, disse.

Protesto

Moradores da Grande Cobilândia realizaram protestos na Avenida Carlos Lindemberg nesta segunda-feira (20)
Moradores da Grande Cobilândia realizaram protestos na Avenida Carlos Lindemberg nesta segunda-feira (20)
Foto: José Carlos Schaeffer

Insatisfeitos com os alagamentos, moradores da região realizaram protestos na Avenida Carlos Lindemberg nesta segunda-feira. Com faixas reclamando dos problemas nos bairros e móveis destruídos pela força da água, eles interditaram parcialmente a via por três horas durante a manhã, e duas horas e meia entre o fim da tarde e início da noite.

O comerciante e morador de Cobilândia, Thiago Henker, 32, participou do ato. Segundo ele, a reivindicação é por obras emergenciais para escoar a água e minimizar os impactos da chuva na região.

“São compromissos marcados com a comunidade que não estão sendo cumpridos: obras de emergência que a gente já tinha tratado em reunião em novembro do ano passado, e também tentando agilizar de toda forma o projeto de macrodrenagem que já existe e que pode ajudar nossa região. Queremos visibilidade e, se precisar, interditaremos de novo", reclamou.

Segundo o comerciante Thiago Henker, a reivindicação é por obras emergenciais para escoar a água e minimizar os impactos da chuva na região
Segundo o comerciante Thiago Henker, a reivindicação é por obras emergenciais para escoar a água e minimizar os impactos da chuva na região
Foto: José Carlos Schaeffer

Procurada para falar sobre a reclamação dos moradores, a Prefeitura de Vila Velha informou por nota que “o sistema de bombeamento está funcionando ininterruptamente”. Disse também que desde a manhã de domingo a comporta foi aberta em Cobilândia, mas que o escoamento está em baixa velocidade por conta da alta do Rio Marinho. Afirmou ainda que “equipes estão trabalhando na limpeza, drenagem e monitorando todas as áreas de risco ou muito afetadas pela chuva”.

Sobre as obras de macrodrenagem, disse que “o Governo do Estado já publicou os editais dos projetos executivos no mês passado, vai abrir a licitação em meados de junho, pra conhecer as empresas que estarão detalhando os projetos executivos de macrodrenagem, sobretudo na Região 4”.

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