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Capixabas levam cultura do café para Moçambique, na África

Projeto de produção sustentável dos grãos quer ajudar moradores que vivem em uma área de extrema pobreza

Capixabas levam cultura do café para Moçambique, na África
Capixabas levam cultura do café para Moçambique, na África
Foto: Fábio Partelli

Exemplo de tecnologia na produção de cafés, o Espírito Santo levou os conhecimentos adquiridos aqui durante décadas para o outro lado do Oceano Atlântico. Um grupo de pesquisadores desenvolve no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, na África, um projeto de produção sustentável dos grãos.

Cerca de 300 hectares de café estão sendo cultivados em Moçambique. A ideia é produzir grãos com valor agregado para gerar renda para cerca de 1,6 mil famílias que vivem na região caracterizada pela pobreza extrema.

A experiencia entre os países começou no final de 2017, quando foi assinado um acordo de cooperação técnica trilateral entre Brasil, Portugal e Moçambique. O projeto só deve terminar em 2020.

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A parte brasileira do projeto está sendo coordenada por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Em setembro, Fábio Partelli, coordenador da parte brasileira do projeto e professor especialista em cafeicultura da Ufes, foi até a África para conferir como está o desenvolvimento do plantio.

Segundo Partelli, os moradores estão muito satisfeitos com os avanços na produção de café e com as pesquisas e formação dos estudantes de mestrado e doutorado com foco no café de Moçambique, trabalho coordenado pela Universidade de Lisboa, com a co-participação da Ufes.

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