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Entenda a deflação e o que ela diz sobre a economia do ES

Pelo segundo mês seguido os preços dos produtos e serviços apresentaram queda na Grande Vitória

Poder de compra aumentou nos últimos meses com a queda no preço dos produtos
Poder de compra aumentou nos últimos meses com a queda no preço dos produtos
Foto: Marcello Casal/Agencia Brasil

Pelo segundo mês consecutivo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma diminuição no preço dos produtos na Grande Vitória. Em agosto, a queda foi de 0,5%, já em setembro o recuo foi de 0,02%.

Num primeiro momento, o consumidor pode pensar que a queda dos preços, também chamado de deflação, pode ser boa para a economia. Mas não é bem assim. Segundo especialistas, a deflação mostra que não está havendo uma procura pelos produtos que estão disponíveis no mercado.

“O que temos visto? A demanda no consumo está caindo. Com isso, os empresários reduzem o preço para tentar vender mais. Mas na medida que o preço cai, o lucro do empresário reduz e ele não se sente motivado para continuar produzindo, o que pode levar a um aumento do desemprego”, explica o economista Mário Vasconcelos.

Já a economista Arilda Teixeira ressalta que este é um sintoma da má situação em que se encontra a economia nacional. “A economia brasileira é um carro andando em ponto morto. Está indo só pela inércia”, compara.

Deflação x Inflação

Arilda explica que tanto a deflação quanto a inflação são sintomas de que algo não vai bem com a economia. “Inflação é quando tem mais procura que oferta e deflação é quando tem mais oferta que procura. Ambas situações mostram que algo não está correto com a economia”, diz.

Porém, na comparação entre uma situação e outra, Mário avalia que a deflação pode ser ainda pior para a economia como um todo.

“Se temos uma inflação controlada em 3%, 4% como a que temos visto, dá para conviver bem, porque nem todos os produtos e serviços vão subir esse percentual - alguns vão mais outros, menos, outros ainda vão reduzir o preço”, pondera.

“Agora, a deflação eu vejo como sendo mais perigosa. As pessoas compram menos, produz-se menos e causa uma reação em cadeia que pode piorar ainda mais a situação econômica”, conclui.

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