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Governo decide manter Escola Viva São Pedro no ano que vem

Sedu informou que colégio estará na lista da chamada pública regular do próximo ano, que é o processo de matrícula

Escola Viva São Pedro, em Vitória
Escola Viva São Pedro, em Vitória
Foto: Caíque Verli

Após uma repercussão negativa da discussão do Estado sobre a possibilidade de fechar a Escola Viva São Pedro, localizada em Vitória, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) decidiu manter o funcionamento do colégio em 2020.

Em nota, a pasta informou que a Escola Viva de São Pedro estará na chamada pública regular do próximo ano, que é o processo de matrícula.

Em agosto, o secretário de Estado da Educação, Vitor de Ângelo, admitiu que a pasta estava avaliando o fechamento da unidade, com o argumento de que a escola funciona em um prédio alugado, tem custos elevados e com poucos alunos.

Só com aluguel e vigilância, o governo gasta R$ 1,6 milhão por ano. Considerando todos os gastos, o governo desembolsa, por mês, R$ 1,7 mil por aluno.

A unidade foi a primeira Escola Viva, projeto de ensino integral lançado pelo governo anterior, de Paulo Hartung, adversário político de Casagrande.

Vitor de Ângelo, no entanto, deixou claro que não fecharia a escola se a maioria dos pais se posicionasse contrária à descontinuação da unidade e garantiu que a discussão não tinha conotação política.

Pais e alunos chegaram a fazer um protesto em frente ao colégio, fechando a rodovia Serafim Derenzi, na Grande São Pedro.

A decisão de manter a escola trouxe um pouco de alívio para esses estudantes. Mas eles seguem com receio que essa discussão volte à tona no próximo ano. É que, segundo o grupo de alunos, a Sedu anunciou a manutenção da escola em 2020, mas alertou que, caso não aumentasse o número de alunos, ela seria fechada em 2021.

Apesar de ter capacidade para 600 estudantes, apenas 240 alunos são matriculados na escola de São Pedro, que oferece o Ensino Médio em tempo integral. O nível de ociosidade da escola, segundo a Sedu, nunca foi menor que 40%.

"Eles estão tentando fechar porque não tem aluno suficiente, mas isso não é culpa nossa. É que tem pouca divulgação da unidade", contra-argumenta a aluna do primeiro ano da escola Victória Silva de Freitas, de 16 anos.

A Sedu foi procurada novamente para falar sobre a possibilidade de se voltar a discutir o encerramento das atividades da escola em 2021, mas não respondeu especificamente sobre esse ponto. Em nota, apenas reforçou que as matrículas na unidade para o ano letivo de 2020 estão mantidas e serão abertas assim que a data da chamada pública for definida.

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