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Prefeito de Piúma é alvo da segunda fase da Operação Rubi

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em seis cidades do Estado nesta quinta-feira (17). Na casa do prefeito de Piúma, José Ricardo da Costa, foram apreendidos documentos

Sede da Prefeitura de Piúma
Sede da Prefeitura de Piúma
Foto: Prefeitura de Piúma

O Ministério Público Estadual (MPES) deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a segunda fase da Operação Rubi. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão - três em Piúma, dois em Linhares, um em Vila Velha, dois em Cariacica, um em Cachoeiro de Itapemirim e três em Anchieta.

 

 

Um dos alvos é o prefeito de Piúma, José Ricardo da Costa (PDT), o professor Ricardo. Na casa dele, foram apreendidos documentos e computadores. Também estão sendo cumpridos dois mandados de afastamento funcional de agentes públicos e quatro mandados de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos. Nesta segunda fase não foram expedidos mandados de prisão.

As autoridades investigam superfaturamento e direcionamento de contratos em troca de propina.

De acordo com o MPES, objetivo da operação é "desarticular e colher provas relativas à atuação de uma organização criminosa constituída para lesar os cofres públicos do município de Piúma por possível direcionamento licitatório em favor de pessoas jurídicas contratadas, pagamento de vantagem indevida a agentes públicos e superfaturamento de contratos administrativos de prestação de serviço público".

A operação foi deflagrada pelo MPES, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Judicial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e da Polícia Militar.

"As investigações colheram fortes indícios do envolvimento de agentes políticos e servidores municipais no recebimento de propina de empresários dos ramos de limpeza pública como contrapartida a benefícios financeiros em licitações e contratos e possível enriquecimento indevido dos envolvidos", diz a nota do Ministério Público.

Ao todo, cinco membros do Ministério Público (um procurador de Justiça e quatro promotores de Justiça) coordenam os trabalhos, auxiliados por 22 agentes do Gaeco e policiais militares. A partir da agora, eles vão analisar conjuntamente documentos, computadores, dados e depoimentos de investigados e testemunhas que serão colhidos nas próximas semanas.

A primeira fase da operação foi deflagrada em maio. Na ocasião, a prefeita Amanda Quinta (sem partido, ex-PSDB) e secretários de Presidente Kennedy foram presos.

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