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Torcedor capixaba agredido no Rio deixa CTI de hospital

Seis meses após ser internado, Roberto Vieira foi transferido para a enfermaria do Hospital Miguel Couto

O capixaba Roberto Vieira de Almeida está em estado grave após ser espancado por torcedores do Peñarol
O capixaba Roberto Vieira de Almeida está em estado grave após ser espancado por torcedores do Peñarol
Foto: Reprodução/Facebook

O organizador de excursões Roberto Vieira deu mais um passo no processo de recuperação após ser agredido por torcedores do time uruguaio do Peñarol no dia 3 de abril, momentos antes da partida contra o Flamengo, no Maracanã, pela então fase de grupos da Libertadores.

Nesta quinta-feira (03), exatamente seis meses após a agressão ocorrida na orla da capital carioca, Roberto deixou o centro de terapia intensiva do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e foi transferido para a enfermaria. O capixaba, que tem quadro de saúde estável, já estaria até reconhecendo algumas pessoas da equipe médica e familiares. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro.

TRANSFERÊNCIA

Com essa evolução clínica, cresce a expectativa da família em trazê-lo para Vitória. Há pouco menos de um mês, o irmão de Roberto, Rubens, teve um encontro com o deputado estadual Rafael Favatto na Assembleia Legislativa na tentativa de agilizar a vinda do familiar para o Estado.

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A AGRESSÃO

Roberto trabalha com excursões há quase 40 anos e a que organizou para o jogo da Libertadores seria mais uma nas centenas que já havia feito. Como é praxe nesse tipo de viagem, os torcedores aproveitam o tempo livre até o início do jogo na orla da cidade e em outros pontos turísticos da capital carioca.

Entretanto, ao tentar conter uma grande confusão entre torcedores de Flamengo e Peñarol na Praia do Leme, Roberto foi violentamente agredido na cabeça por integrantes da torcida uruguaia e desmaiou. Roberto foi socorrido e levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto com um quadro de traumatismo craniano.

"Meu irmão tem muita experiência nesse ramo, são 37 anos já com excursões. Ele foi tentar evitar que a briga ficasse ainda pior, mas o agrediram covardemente. Felizmente o quadro dele é bem melhor hoje, mas foram meses de apreensão", detalhou Rubens.

Roberto já está internado há mais de seis meses e embora o quadro clínico seja estável, não há previsão de alta. Por isso mesmo a família se empenha em realizar a transferência.

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