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Consulta informal: Ethel Maciel é escolhida para ser reitora da Ufes

A palavra final, no entanto, será do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), porque essa pesquisa não é oficial e nem deliberativa. Cabe a ele definir quem será a nova reitora ou o novo reitor da Ufes

Atual vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel foi a escolhida por alunos e servidores para ser nova reitora
Atual vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel foi a escolhida por alunos e servidores para ser nova reitora
Foto: Reprodução/ Instagram Ethel Maciel

Atual vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel, foi a escolhida pela maioria de professores, servidores e alunos da universidade para assumir a reitoria da instituição a partir de 2020. A comunidade acadêmica foi às urnas nesta quarta-feira (06) em uma consulta informal sobre a eleição. Ethel e sua vice, Roney Pignaton da Silva, obtiveram 67,5% dos votos válidos contra 32,5% da chapa adversária, encabeçada pela atual diretora do Centro de Ciências da Saúde, Gláucia Abreu.

 

 

A palavra final, no entanto, será do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), porque essa pesquisa não é oficial e nem deliberativa. Cabe a ele definir quem será a nova reitora ou o novo reitor da Ufes. O resultado da pesquisa será encaminhado para o Colégio Eleitoral, formado pelos conselhos superiores da Ufes, que precisam enviar para o Governo Federal uma lista tríplice com candidatos a reitor. Os conselheiros podem ou não levar em conta o que decidiu a maioria da comunidade acadêmica. O colégio vai definir no dia 5 de dezembro as três chapas que vão compor a lista que vai ser encaminhada para Bolsonaro. A chapa escolhida pelo presidente ficará à frente da Ufes pelos próximos quatro anos

Desde a redemocratização, os presidentes da República tem optado por respeitar a preferência da comunidade acadêmica, mas esse panorama mudou no governo Bolsonaro. Segundo um levantamento do site G1, desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro escolheu não seguir a vontade da comunidade acadêmica na hora de nomear o novo reitor ou reitora de universidades federais em 6 das 12 oportunidades que teve.

CRÍTICAS AO GOVERNO BOLSONARO

Vice-reitora desde 2013, Ethel, por várias vezes, tem se posicionado contra as políticas públicas de educação do Governo Bolsonaro. Ela também é uma das vozes críticas ao "Future-se", projeto do Ministério da Educação que quer vincular parte do custeio das universidades federais à captação de recursos privados e regulamentar a gestão das instituições com participações de Organizações Sociais privadas. Adversária de Ethel, Gláucia também se posiciona contra o "Future-se', mas tem evitado criticar publicamente o presidente.

Foi entre os estudantes que a chapa de Ethel garantiu a grande maioria dos votos, com quase 85%. Ao todo, entre professores, alunos e técnicos-administrativos, quase 35 mil pessoas têm direito a voto. Além das duas chapas, a professora Surama Freitas, que atua no campus de Alegre, também manifestou o desejo de assumir a reitoria, mas escolheu não participar da consulta informal, que não é oficial, nem deliberativa. O nome dela, no entanto, pode constar na lista tríplice que será enviada ao Governo Federal. Isso porque a formação dessa lista cabe aos 77 conselheiros que compõem os conselhos superiores.

CURRÍCULO

Graduada em Enfermagem pela Ufes, Ethel mestre em Enfermagem de Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora em Saúde Coletiva/Epidemiologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-doutora em Epidemiologia pela Johns Hopkins University. O candidato a vice-reitor na chapa de Ethel é Roney Pignaton, professor do Departamento de Computação e Eletrônica(DCEL) da UFES-Campus São Mateus

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