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Tommasi é credenciado ao Denatran para fazer exame toxicológico

O laboratório capixaba investiu mais de R$ 3,5 milhões em novos equipamentos e estrutura

Desde março de 2016, a Lei do Caminhoneiro obriga os motoristas de caminhões, ônibus e vans a realizarem o exame toxicológico de larga janela de detecção antes de contratação ou demissão e ainda como condição para obter ou renovar a carteira de habilitação nas categorias C, D e E. A partir de setembro, a novidade é que estes motoristas profissionais terão o resultado do teste antidrogas registrado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

O laboratório capixaba investiu mais de R$ 3,5 milhões em novos equipamentos e estrutura
O laboratório capixaba investiu mais de R$ 3,5 milhões em novos equipamentos e estrutura
Foto: Tommasi

 

 

Ao todo, oito empresas (entre americanas e brasileiras) estão credenciadas junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para realizar o exame toxicológico. A única capixaba é o Tommasi, que tem dupla acreditação - do Inmetro e a forense da americana ANAB. “Já realizávamos o exame toxicológico no Tommasi, mas a lei 13113 exigia um escopo diferente e investimos para nos adequar", explica Henrique Tommasi Neto, fundador e presidente do Grupo Tommasi. “Como já possuíamos a ISO 17025, fomos auditados por órgãos regulamentadores, tanto brasileiros, quanto americanos, e conseguimos”, complementa.

Investimento

O Grupo Tommasi tem uma história de pioneirismo no Estado quando o assunto é tecnologia. Em 55 anos, foram inúmeros investimentos nas mais modernas técnicas de análise e na capacitação do corpo técnico do laboratório. Sua aposta mais recente, porém, foi a mais ousada. O Grupo investiu mais de R$ 3,5 milhões em novos equipamentos e estrutura para ampliar e atender os requisitos da Lei 13113 de 2015. Entre os itens adquiridos pela empresa estão cromatógrafos líquidos com detector duplo massa, uma das tecnologias mais modernas do mundo para a realização desse exame. Também foi montada uma estrutura específica com sede e equipe próprias para esta nova demanda. Hoje, o laboratório capixaba tem capacidade de realizar 18 mil exames por mês e uma rede de parceiros que realiza a coleta do material em quase todo o território nacional. 

Cromatógrafo
Cromatógrafo
Foto: Tommasi

 

 

“Realizamos a análise de forma unificada aqui mesmo no Estado, em nossa sede em Vila Velha, e as coletas são realizadas por nossa rede própria capilarizada e nossos parceiros espalhados pela federação”, detalha o empresário. O teste de drogas é realizado a partir de amostras de queratina (cabelo ou pelos), que são coletadas em laboratórios de análises clínicas.

O fato da empresa capixaba realizar a análise no Brasil é um diferencial, pois a maioria dos credenciados envia as amostras para análise nos Estados Unidos, o que aumenta o risco, dificulta a logística e amplia o prazo de entrega dos resultados. “Nossos preços e prazos hoje são diferenciados, principalmente aqui para o Estado, com o máximo de qualidade e segurança, pois seguimos criteriosamente a regulamentação e usamos a melhor tecnologia no mercado mundial”, argumenta Henrique Tommasi Neto.

Saiba mais:

• Mortes no Trânsito: o Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, atrás da Índia, China, EUA e Rússia. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, foram registrados 37.306 óbitos e 204 mil pessoas ficaram feridas.

• Indenizações: o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) pagou, em 2015, 42.500 indenizações por morte no país e 515.750 pessoas receberam amparo por invalidez.

• Causas: segundo dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal, entre as principais causas dos acidentes com mortes ocorridos em 2016 estão falta de atenção (30,8% dos óbitos registrados); velocidade incompatível (21,9%); ingestão de álcool (15,6%); desobediência à sinalização (10%); ultrapassagens indevidas (9,3%); e sono (6,7%).

Lei do Caminhoneiro

A Lei 13103 de 2015 alterou duas importantes legislações brasileiras: o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) e as Consolidações das Leis do Trabalho (CLT). Desde março de 2016, a CLT exige que as empresas que contratam motoristas profissionais de transporte rodoviário de passageiros e de transporte rodoviário de cargas realizem o exame toxicológico de larga janela de detecção em seus empregados. Por sua vez, o CBT passou a exigir a realização do exame toxicológico de todos os condutores que forem habilitar, renovar ou mudar sua CNH para as categorias C, D e E, inclusive um novo exame toxicológico agora também deve ser feito no período intermediário à validade da CNH.