O antigo prédio da Assembleia Legislativa do Estado foi restaurado e reformado para ser um espaço para atividades culturais: o Palácio Cultural Sônia Cabral

Publicado em 23/06/2016 às 09h32

Atualizado em 23/06/2016 às 18h58

Um palacete que já abrigou a Assembleia Legislativa do Estado agora será a casa da música produzida em solo capixaba. Com um auditório 220 lugares e salas para espetáculos ligados à música e às artes cênicas, o Palácio da Cultura Sônia Cabral é o mais novo equipamento cultural inaugurado no Centro, em Vitória, ao lado do Palácio Anchieta.

Inicialmente pensado para ser a casa da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses), o prédio e suas limitações espaciais impossibilitaram a instalação da orquestra, segundo o diretor do centro cultural, Renan Andrade.

“O palco não tem capacidade de acondicionar a orquestra toda, então a ideia é trabalhar em parceria e abrir o espaço para toda a diversidade da produção musical do Estado”, explica o diretor.

Assim, resta à orquestra esperar a entrega do Cais das Artes, que será sua futura sede, que deve ter as obras reiniciadas no início do ano que vem. A nova expectativa é de que serão necessários mais dois anos para finalizá-la.

O nome é uma homenagem à pianista Sônia Cabral, que fundou a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, hoje Orquestra Sinfônica. A pianista, falecida em março deste ano, também foi diretora da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) e contribuiu para o desenvolvimento da cultura e – principalmente – da música no Estado.

O restauro e a reforma – que conferiram ares modernos, mas mantiveram a essência – foram feitos em parceria com o Instituto Sincades. O espaço será aberto às apresentações e manifestações culturais locais.

“Em setembro vai ser divulgada uma resolução normativa que dá as diretrizes de utilização. Similar ao que acontece com o Teatro Carlos Gomes hoje, com foco na produção local e com acesso democrático e meritocrático”, garante Renan.

Uma série de testes acústicos está sendo realizada no centro cultural – a última, ontem à noite, contou com a banda Brasileiríssimos grupo de música popular brasileira, da Fames. “Já foram feitos eventos para os trabalhadores que participaram da obra e outro para os ex-deputados. É um novo espaço para a produção local”, confirma Andrade.

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