Cariê Lindenberg lança dois novos livros com artigos e memórias

O escritor e empresário lança hoje, em Vitória, dois livros: "Memórias Cariocas & Outras Memórias" e "Muito Longe do Fim"

Publicado em 03/08/2017 às 06h51

Atualizado em 03/08/2017 às 06h57

Entre 1957 e 1963, o escritor e empresário Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Filho, o Cariê, viveu no Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, embalado pelos acordes bossa-novísticos, teve seu entourage formado por figuras como Tom Jobim, Maysa, Roberto Menescal, Sylvia Telles e, entre outros nomes, o multimídia Luís Carlos Miele. “É um período de que, na verdade, eu sinto uma falta e uma saudade incríveis”, assegura o escritor.

Cariê transpôs parte dessas lembranças para o papel e o resultado está nas páginas de “Memórias Cariocas & Outras Memórias”, um de seus livros que será lançado na noite de hoje, no Prime Hall, em Jardim da Penha, Vitória.

Cariê decidiu se dedicar às crônicas em 2002, após se aposentar, e já lançou cinco livros
Foto:Guilherme Ferrari
Cariê decidiu se dedicar às crônicas em 2002, após se aposentar, e já lançou cinco livros

O outro título, batizado de “Muito Longe do Fim – Reflexões sobre a Crise na Política Brasileira”, é uma coletânea de artigos escritos por ele e publicados em A GAZETA sobre a segunda metade do governo de Dilma Rousseff e o início de Michel Temer no poder.

“São coisas diferentes”, explica o autor sobre os novos livros. “Uma é o meu prazer em contar algumas histórias e fatos que sejam absorvidos como crônicas. A outra é me insurgir contra soluções que considero mal dadas a nível de governo”, explica ele sobre suas novas obras que juntam-se aos outros cinco livros que lançou desde o ano de 2002, obras que também estarão à venda hoje.

Dois lados

A principal diferença entre “Memórias...” e “Muito Longe...” é que enquanto o primeiro é embebido por um tom pessoal e reminiscente, o segundo é mais sério. “Esse livro (‘Muito Longe...) leva o nome de uma série de cinco crônicas que se iniciaram quando houve o primeiro pé da (Operação) Lava-Jato. Naquele momento eu antecipei, no primeiro artigo, as empresas e os locais a que certamente a Lava-Jato iria se dedicar”, refere-se Cariê Lindenberg sobre os artigos publicados, como já mencionado anteriormente, nas páginas deste jornal, entre março e abril de 2015.

E ter previsto os passos da Lava-Jato o alegra ou o entristece? “É péssimo ter acertado. Péssimo, dependendo das conclusões que se tem no futuro, né? A gente tem muita dúvida sobre o final disso. Tem havido uma controvérsia explicável e natural, mas é uma luta em que tanto o bem quanto o mal podem vencer”, opina Cariê.

Muito embora trate de assuntos mais pesados, o que salta aos olhos nos textos do escritor é a sua narrativa fluida, característica fundamental da crônica jornalística – formato por que se interessou em 2001, quando se aposentou.

Lançando dois livros, Cariê já trabalha em uma nova obra. “Estou na página 70 de um escrito que pretendo transformar em livro. São memórias... Um livro em que conto histórias, começando com a minha de como não segui na política, caminho de meu pai e alguns tios”, adianta.

 

Memórias cariocas & outras memórias - Cariê Lindenberg

Editura Gryphus, 159 páginas. R$ 20.

 

Muito Longe do Fim - Cariê Lindenberg

Editura Gryphus, 143páginas. R$ 20.

Onde: Lançamento hoje, às 19h, no Prime Hall, em cima do Clube dos Oficiais, em Jardim da Penha, Vitória.

 

Cariê transpôs parte dessas lembranças para o papel e o resultado está nas páginas de “Memórias Cariocas & Outras Memórias”, um de seus livros que será lançado na noite de hoje, no Prime Hall, em Jardim da Penha, Vitória. 

O outro título, batizado de “Muito Longe do Fim – Reflexões sobre a Crise na Política Brasileira”, é uma coletânea de artigos escritos por ele e publicados em A GAZETA sobre a segunda metade do governo de Dilma Rousseff e o início de Michel Temer no poder. 

“São coisas diferentes”, explica o autor sobre os novos livros. “Uma é o meu prazer em contar algumas histórias e fatos que sejam absorvidos como crônicas. A outra é me insurgir contra soluções que considero mal dadas a nivel de governo”, explica ele sobre suas novas obras que juntam-se aos outros cinco livros que lançou desde o ano de 2002, obras que também estarão à venda hoje. 

Dois lados

A principal diferença entre “Memórias...” e “Muito Longe...” é que enquanto o primeiro é embebido por um tom pessoal e reminiscente, o segundo é mais sério. “Esse livro (‘Muito Longe...) leva o nome de uma série de cinco crônicas que se iniciaram quando houve o primeiro pé da (Operação) Lava-Jato. Naquele momento eu antecipei, no primeiro artigo, as empresas e os locais a que certamente a Lava-Jato iria se dedicar”, refere-se Cariê Lindenberg sobre os artigos publicados, como já mencionado anteriormente, nas páginas deste jornal, entre março e abril de 2015.

E ter previsto os passos da Lava-Jato o alegra ou o entristece? “É péssimo ter acertado. Péssimo, dependendo das conclusões que se tem no futuro, né? A gente tem muita dúvida sobre o final disso. Tem havido uma controvérsia explicável e natural, mas é uma luta em que tanto o bem quanto o mal podem vencer”, opina Cariê.

Muito embora trate de assuntos mais pesados, o que salta aos olhos nos textos do escritor é a sua narrativa fluida, característica fundamental da crônica jornalística – formato por que se interessou em 2001, quando se aposentou.

Lançando dois livros, Cariê já trabalha em uma nova obra. “Estou na página 70 de um escrito que pretendo transformar em livro. São memórias... Um livro em que conto histórias, começando com a minha de como não segui na política, caminho de meu pai e alguns tios”, adianta. 

 

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