Gol de letra! Futebol e literatura podem caminhar juntos

No clima da Copa do Mundo na Rússia, confita dicas de literatura sobre curiosidades e personagens do esporte amado no Brasil

Publicado em 12/06/2018 às 19h50

Atualizado em 12/06/2018 às 20h37

Futebol e literatura
Foto:Shutterstock
Futebol e literatura

Todo brasileiro tem um pouco de técnico de futebol – ele sabe palpitar sobre a escalação, tem dicas sobre como melhorar o ataque, adora criticar o técnico e conhece os pontos fracos dos jogadores. A paixão pelo assunto parece nunca ter fim. Nessa onda, várias editoras aproveitam a empolgação com a Copa do Mundo que começa amanhã para lançar obras que vão mais a fundo no esporte.

Entre os lançamentos está “Escola Brasileira de Futebol”, de Paulo Vinícius Coelho. Comentarista da Fox Sports e da Rádio Globo/CBN, e colunista da “Folha de S. Paulo”, PVC trabalha com futebol há mais de 20 anos. O jornalista, também autor de outros livros sobre o tema, tenta analisar como o futebol brasileiro evoluiu ao longo de décadas.

Deixando o lado tático de lado, e com capacidade de causar certo incômodo à Fifa, “Red Card” (ou “Cartão Vermelho”), do jornalista canadense Ken Bensinger foi lançado (não por coincidência), às vésperas da Copa. O livro mostra o lado negro da Fifa e traz um relato sobre o maior caso de corrupção internacional do futebol dos últimos anos, liderado por investigadores americanos, envolvendo dezenas de países e envolvendo quase todos os aspectos do esporte mais popular do mundo, incluindo o maior evento mundial, a própria Copa.

E nem só de jogadores e técnicos se faz um jogo de futebol. Por isso, os principais apitadores e assistentes brasileiros ganham um livro só para eles. “Segue o Jogo! – 100 anos da Arbitragem Brasileira de Futebol”, escrito por Teodoro Castro Lino, ex-árbitro e pioneiro do quadro de árbitros-assistentes da FIFA, homenageia esses importantes personagens do esporte.

Ainda no aquecimento para maior festa do futebol, listamos alguns lançamentos e outras obras clássicas  futebolísticas (deixamos de fora biografias como o ótimo "Guardiola Confidencial") que revelam detalhes sobre o que rola no campo e fora dele no Brasil e no mundo.

FUTEBOL LITERÁRIO

Lançamentos

Escola Brasileira de Futebol (Cia. das Letras)

Paulo Vinícius Coelho (PVC)

O comentarista explora os esquemas táticos utilizados por times consagrados do Brasil e pela Seleção Brasileira, analisando como futebol brasileiro evoluiu nas últimas décadas.

Segue o Jogo! – 100 anos da Arbitragem Brasileira de Futebol (Editora Bonecker)

Teodoro Castro Lino

Depois de vinte anos como jogador e árbitro, o autor conta a trajetória dos grandes nomes do apito e da bandeira, além de prestar homenagem aos profissionais que só são lembrados quando erram contra nossos times.

Cartão Vermelho (Globo Livros)

Ken Bensinger

O livro recém-lançado, escrito pelo jornalista Ken Bensinger, revela detalhes da queda dos maiores cartolas do futebol internacional e a corrupção na Fifa.

Clássicos

Como o futebol explica o mundo: um olhar inesperado sobre a globalização (Zahar)

Franklin Foer

Mais que um esporte, o futebol é um modo de vida. Por isso, o autor viajou o mundo para desvendar como o esporte e seus fãs expõem as mazelas de uma sociedade, sejam elas a pobreza, o anti-semitismo ou o fanatismo religioso.

FEBRE DE BOLA (Cia. das Letras)

Nick Hornby

A figura do torcedor é celebrada nesse livro. O autor, fã fanático do Arsenal, vai lembrando da sua vida de acordo com as partidas que viu. A obra venceu o William Hill Sports Book of the Year em 1992.

Futebol ao sol e à Sombra (L&PM)

Eduardo Galeano

Dentro e fora das quatro linhas, existem paixões, mitos, heróis, glórias e tragédias. O consagrado autor uruguaio escreve crônicas sobre vários temas do mundo da bola.

O Drible (Cia. das Letras)

 

 

Sérgio Rodrigues

O clássico drible de Pelé no goleiro uruguaio Ladislao Mazurkiewicz na Copa do Mundo de 1970 permeia todo o romance familiar de Sérgio Rodriguez. Murilo, personagem central da trama, reconta a história de Peralvo, o jogador que seria melhor que Pelé. Realismo fantástico de primeira.

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