Jorge Ailton une a soul music a elementos brasileiros em novo disco

Exímio baixista, músico acaba de lançar terceiro disco solo, "Arembi", com o melhor do balanço

Publicado em 16/07/2018 às 12h04

Foto: Marcelo Faustini/Divulgação
No disco, Ailton revisita o que mais o influenciou ao longo da carreira

Neto do saxofonista e produtor musical Moacyr Silva, conhecido por tocar com grandes nomes como Elizeth Cardoso e Maysa, Jorge Ailton estudou engenharia e chegou a trabalhar em grandes empresas antes de ver a carreira como músico despontar. Como quem herda um DNA artístico, Jorge integrou a banda de artistas como Sandra de Sá, Toni Garrido, Mart’nália, Paula Toller e Lulu Santos, com quem trabalha há mais tempo.

Cria dos bailes black do Rio, Jorge Ailton acaba de lançar “Arembi”, terceiro disco solo da carreira, em que revela sua essência sem pudor algum: o melhor da soul music brasileira, com pitadas do funk clássico e, claro, do r&b.

“Foi o que mais ouvi durante a minha vida inteira. Tive uma banda antigamente, chamada Funk U, em que eu era o principal compositor. Anos depois, quando fui lançar o primeiro disco solo, me afastei um pouco do soul e do r&b para experimentar outra estética. Agora, volto às minhas origens com um disco bem suburbano, que traz minha memória afetiva mesmo”, confessa o músico, em entrevista por telefone ao C2.

“Arembi” é um neologismo que já remete ao ritmo com um toque abrasileirado. Ao longo do disco, é possível ouvir funks clássicos, como “Coadjuvante”; soul com uma pegada de samba em “Deliciosamente”, que lembra as batidas da lendária banda Black Rio; além de pitadas de funk melody e soul eletrônico.

Além de composições próprias, o disco reúne letras de grandes músicos brasileiros, como o próprio Lulu Santos, Fernanda Abreu, Hyldon e Ronaldo Bastos. “Costumo anotar minhas ideias, mas quando empaco nas composições, sempre mando para os meus parceiros de forma intuitiva mesmo. É resultado de uma contribuição mesmo, a música tem isso de unir as pessoas em torno da criação. É também um espírito suburbano de unir os vizinhos, os amigos, até mesmo nas composições”, diz.

Jorge acredita que a boa fase do hip-hop permitiu que o r&b vivesse uma nova fase no país, acompanhando uma tendência mundial. “O hip-hop é muito forte, e é irmão do r&b. As bases são parecidas. Existe um movimento muito bacana nesse sentido, dá um novo gás.”

Arembi

Jorge Ailton. 

Lab 344, 11 faixas.

Disponível nas principais plataformas de streaming.

 

 

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