Jão aposta em experiências pessoais em disco de estreia

Fenômeno na internet, músico paulista acaba de lançar "Lobos", com dez faixas autorais

Publicado em 29/08/2018 às 14h28

Aos 23 anos, Jão despontou após ser descoberto no YouTube por um fã-clube da cantora Anitta
Foto:Hudson Renan/divulgação
Aos 23 anos, Jão despontou após ser descoberto no YouTube por um fã-clube da cantora Anitta

"Quis buscar lá dentro o que eu pretendia falar. O processo todo do disco foi como um divã", confidencia o músico Jão, sobre o recém-lançado "Lobos", seu disco de estreia. No trabalho, o cantor apresenta um lado mais íntimo, com músicas autorais repletas de narrativas pessoais que expõem seus medos, fragilidades e tristezas.

Nascido na pequena Américo Brasiliense, na região de Araraquara, interior de São Paulo, Jão despontou no ano passado como uma das promessas do pop nacional. O músico foi descoberto por um fã-clube da cantora Anitta, após lançar uma versão do hit "Bang" na internet. Depois disso, seu canal no YouTube acumulou dezenas de milhões de visualizações.

Depois de lançar singles autorais, no segundo semestre do ano passado, o paulista concentrou as atenções em seu primeiro disco cheio.

Em "Lobos", Jão assina dez faixas em parceria com Pedro Tófani. As canções exploram um estilo que pode ser chamado de "pop dramático", e funcionaram como um desafio para o calouro.

"Eu sempre fui muito introspectivo, sabe? Principalmente em relação aos meus sentimentos. Quando fui fazer o álbum, fui buscar tudo isso dentro de mim. Quis botar algo para fora, algo que fosse importante e que tivesse sentido para mim", conta o músico, em entrevista por telefone ao C2.

Admirador de personalidades como Ed Sheeran, The Weeknd, Khalid, Marília Mendonça e Marisa Monte, Jão fez questão de incluir sonoridades regionais brasileiras entre uma batida pop e outra, como uma forma de desbravar novas possibilidades para o gênero musical.

 

 

"Pensei em vários Estados para ver o que daria para botar na música. Quis torná-la um pop brasileiro de verdade. Ouvia playlists de determinados estados e encontrei coisas que se encaixavam no disco. Essa mistura se tornou uma verdade muito minha", divaga o cantor.

O single mais recente do disco é "Vou Morrer Sozinho", sobre dois extremos: o medo que muitas pessoas têm de não viver um grande amor e o medo de embarcar em uma relação quando o amor finalmente surge.

AMOR SIMPLES

Já em "Imaturo", Jão prega que o amor deve ser levado da maneira mais simples possível, sem espaços para racionalizações. A música foi inspirada em uma situação que o cantor, hoje com 23 anos, viveu aos 15, e chegou a figurar entre as 100 mais ouvidas do Brasil no Spotify.

"Eu queria muito ter disciplina para sentar e compor naquele momento. Até já tentei, fiz umas cinco vezes, mas não rolou direito. Escrevi coisas ruins, fiquei mal. Isso tudo porque dependo muito da minha inspiração mesmo. Então procuro ver filmes, vídeos, ouvir outros tipos de música, tudo antes de começar a compor algo", explica, sobre seu processo de composição.

A única participação do disco é a do português Diogo Piçarra, vencedor da versão lusitana do programa "Ídolos" em 2012. Piçarra empresta a voz em "Aqui".

Nos próximos meses, Jão se dedica à divulgação do videoclipe de "Vou Morrer Sozinho" e a explorar outros singles. Já a turnê nacional do disco está prevista para começar no dia 21 de setembro, em Belo Horizonte. Estão previstos quase 15 shows até o final de dezembro, em cidades como São Paulo, Rio e Porto Alegre.

SERVIÇO

Lobos

Jão. Universal Music, 10 faixas. Disponível nas principais plataformas de streaming.

 

 

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