"Espelho da Vida" traz história de amor que ultrapassa barreiras do tempo

Trama estreia nesta terça-feira (25), no horário das seis, da TV Globo

Publicado em 25/09/2018 às 13h03

Espelho da Vida: Isabel (Alinne Moraes), Alain (João Vicente de Castro) e Cris (Vitória Strada)
Foto:Globo/João Miguel Júnior
Espelho da Vida: Isabel (Alinne Moraes), Alain (João Vicente de Castro) e Cris (Vitória Strada)

Sabe quando você sente que já viveu algo e parece estar passando pela mesmíssima situação novamente? O famoso déjà vu? É isso que a atriz Cris Valência (Vitória Strada) sente ao pisar pela primeira vez em Rosa Branca, cidade fictícia em Minas Gerais onde nasceu seu namorado, Alain Dutra (João Vicente de Castro), que vai nortear a história da nova novela das seis, "Espelho da Vida".

É na localidade mineira que Alain, diretor de TV e cinema, vai filmar seu primeiro longa-metragem. Cris será Julia Castelo, a protagonista do filme. Na pesquisa para interpretar a personagem Julia Castelo, viverá uma experiência de viagem no tempo e vai se deparar com uma de suas vidas passadas, no início da década de 1930.

Para Pedro Vasconcelos, em sua estreia como diretor artístico, o mais determinante da novela é o texto e a marca da autora Elizabeth Jhin. "É especial ter a oportunidade de fazer uma novela que se desenvolve em três universos distintos: a época (1932), a atualidade (2018) e o filme", afirma o diretor.

"O tema de vidas passadas me fascina, acredito que colhemos o que plantamos, nesta ou em futuras existências.Em 'Espelho da Vida' nossa protagonista tem a chance de viajar ao passado e voltar ao presente,nos permitindo descobrir, junto com ela, a origem de acontecimentos atuais", conta Elizabeth Jhin.

Espelho da Vida: Alain (João Vicente de Castro) e Cris (Vitória Strada)
Foto:Globo/João Miguel Júnior
Espelho da Vida: Alain (João Vicente de Castro) e Cris (Vitória Strada)

O FILME

Alain vai parar na cidade para saber notícias do avô, Vicente (Reginaldo Faria), que está muito doente. Enquanto o protagonista tem um emocionante reencontro com o avô, Cris conta o que sentiu quando chegou em Rosa Branca para a esposa de Vicente, Margot (Irene Ravache), que explica que os espiritualistas diriam que esse sentimento significa uma lembrança de outra vida. Mas Cris, até o momento, afirma não acreditar nessa ideia.

O que Alain não podia imaginar é que essa visita seria decisiva. Após se despedir do avô, ele descobre que Vicente deixou em testamento o dinheiro para a realização do filme. Esse era o último desejo dele. Mas há uma condição: o longa deve ser filmado em Rosa Branca e baseado na história da jovem Julia Castelo, que morreu assassinada em um crime passional há mais de 80 anos.

Ao saber que Alain vai rodar um filme em Rosa Branca, Isabel (Alinne Moraes) não vai perder tempo para reconquistar o namorado que traiu há 10 anos e o trocou pelo primo que sairia da cidade e realizaria seu sonho. Com uma filha, fruto do primo de Alain, ela faz o que pode para parecer uma mãe dedicada e uma pessoa melhor. Das roupas ao jeito de falar, tudo em Isabel é calculado para ser o que não é.

É na busca de informações para compor a personagem que a vida Cris começa a cruzar com a de Julia Castelo. Margot dará um diário da moça morta nos anos 1930. Ele será o ponto de partida para o roteiro do filme de Alain.Cris folheia impressionada as páginas amareladas que começam contando sobre o dia emque Julia conheceu seu grande amor, Danilo Breton (Rafael Cardoso). O que se sabe na cidade sobre o assassinato da jovem é que ela morreu com um tiro no coração, disparado por ele.

Cris imediatamente lembra dos sonhos que tanto a atormentam. De forma recorrente, ela tem um pesadelo onde foge por uma floresta. Quando chega até uma pessoa que pode ajudá-la, se depara com uma arma apontada em sua direção. No sonho, ela leva um tiro no coração, assim como o que aconteceu no passado com Julia. Cris sempre acorda com uma forte dor no peito e ao ouvir a história que Margot conta fica confusa e abalada.

Com estreia no dia 25 de setembro, "Espelho da Vida"promete trazer uma trama de amor e mistério que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço ao se desenrolar em épocas diferentes e concomitantemente.

Entrevista com a autora Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin é a autora de "Espelho da Vida"
Foto:Globo / Cesar Alves
Elizabeth Jhin é a autora de "Espelho da Vida"

Elizabeth Jhin foi aluna da primeira turma da oficina de roteiros da Globo, e durante 15 anos atuou como colaboradora de grandes autores. Em 2007 escreveu ‘Eterna Magia’, sua primeira novela, sob a supervisão de Silvio de Abreu. Depois, ‘Escrito nas Estrelas’ (2010), ‘Amor Eterno Amor’ (2012) e ‘Além do Tempo’ (2015). Elizabeth também escreveu alguns livros infanto-juvenis, como ‘Pobre Menina Rica’, ‘Ensina-me a Viver’ e ‘Melodia e Amor’. Além destas obras, é autora ainda dos romances ‘Paixões Desenfreadas’, ‘A Força do Destino’ e ‘Armadilha Amorosa’, sob o pseudônimo de Renata Dias.

Como você define a novela e quais foram suas principais referências?

A novela é essencialmente uma história de amores e dores que atravessa o tempo, com muito mistério, mas sem abandonar o humor e a leveza. Acredito que o tema possa trazer esperança para nossas vidas. Sempre li muito sobre o tema de vidas passadas, viagem no tempo e, para essa novela, assisti também a muitos filmes que abordam o assunto.Acho que a maioria das pessoas gostaria de brincar com a ideia de voltar ao passado para poder mudar alguma coisa.

Como surgiu a ideia da novela?

Ainda estava escrevendo ‘Além do Tempo’ quando surgiu a ideia. Pensei em contar a história da gravação de um filme dentro da novela, mostrando os bastidores, a produção, o elenco. Uma espécie de metalinguagem. Uma amiga museóloga de Salvador me falou sobre o caso de uma jovem, Julia Fetal, assassinada pelo noivo, na cidade, no século XIX, e me inspirei nela para criar minha Julia Castelo.Minha intenção foi usar três tempos: o passado, o presente e o tempo do filme. E tudo acontecendo concomitantemente para que as pessoas acompanhem as situações e torçam pelos personagens das duas épocas.

Cris ficará dividida entre amores que habitam diferentes dimensões? Acha que o público ficará também dividido?

Acredito que o público se envolverá com a história de Cris e ficará com vontade de descobrir tudo que aconteceu com Julia Castelo, e também entender quem já fazia parte da história de Cris desde sua vida passada. E, assim como Cris, acho que o público ficará dividido na torcida para que ela opte por um deles. Tanto Danilo quanto Alain são homens cativantes e interessantes. Mas, claro, há o fato de serem de diferentes dimensões, o que complica ainda mais a situação.

Como você definiria o sentimento de Cris ao viver essa experiência transcendental?

Espanto, medo, curiosidade, fascínio, esperança. Tudo isso em doses absolutas.

Você acha que mostrar os bastidores de um filme é um diferencial da trama?

Acho que o público gosta de ver um pouco do que acontece nos bastidores de um filme ou de uma novela. Os atores são pessoas como as outras, com seus amores, dúvidas, defeitos e qualidades. Vamos tratar desse universo de forma leve e divertida.

Qual a importância do mistério na trama?

O mistério ajuda a contar a história e instiga o público. A cada viagem de Cris ao passado ela faz uma nova descoberta que liga sua vida anterior, como Julia, àsua vida como Cris. Ela vai descobrindo que pessoas que fazem parte de seu cotidiano já estavam em sua história há muito tempo, o que pode impactar sua maneira de ver as coisas e as pessoas que a cercam na atualidade. Tudo acontece porque ela deseja desvendar o mistério sobre quem realmente matou Julia Castelo. E essa descoberta vai impactar fortemente a trama.

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