MariElle traz frescor à música em disco independente

Eclética por natureza, cantora transita entre vários gêneros no disco "Vem K Vem K"

Publicado em 02/10/2018 às 14h03

MariElle apresenta o disco Vem K Vem K V
Foto:Divulgação
MariElle apresenta o disco Vem K Vem K V

Tendo crescido ouvindo vinis de jazz, MariElle hoje considera seu som uma grande mescla de várias nuances. O resultado dessa mistura pode ser visto no álbum “Vem K Vem K V”, lançado recentemente nas plataformas digitais.

“É uma salada mista muito grande e é para todos os gostos. Tenho várias influências, fica até difícil de falar... (risos). Sou muito eclética. Ouço muito jazz, música brasileira, hip-hop, rap... Poderia citar como influências diretas Zeca Baleiro (com quem tive a honra de fazer uma parceria em ‘Talvez Nua’), Carlinhos Brown, Marcelo D2, Planet Hemp, O Rappa, Marisa Monte. Considero minha música muito uma coisa de momento, tem dias e dias...”, afirma.

Seu processo de composição acontece de forma peculiar. “É algo muito natural para mim. Às vezes, barulhos do cotidiano me levam a começar a pensar em algo musical; pode ser o barulho de um elevador, de qualquer coisa. Entro no chuveiro e já vem mil inspirações na cabeça. Além disso, tenho muita insônia; então é inevitável que eu produza muito pelas madrugadas. Isso é tão de mim que chego a definir a minha música como um ‘pop insônia urbano’ (risos)”, conta.

Sua grande inspiração é levar, em sua música, o que acredita que possa fazer o mundo melhor. Nesse sentido, as suas composições são repletas de elementos femininos, todas com o fito de quebrar paradigmas e libertar as mulheres das expectativas alheias.

“Falo sobre mulheres porque tenho muito contato com mulheres. Lido com amigas que sofrem com pressão social para casar, e respondi a essa pressão com muita ironia em ‘Maria (Joga o Arroz pra Cima)’. Acredito que as mulheres devem ser livres e respeitarem suas próprias vontades, e isso é a mensagem que quero deixar com o ‘Talvez Nua’, enfim... Quando se compõe, além de interpretar, se tem algo a dizer; quero trazer mensagens que façam as pessoas saírem da mesmice e evoluírem, refletirem”, ressalta.

A canção “Vem K Vem K V”, que abre o disco homônimo, segue bem essa pegada. “Hoje em dia, percebo que as pessoas ainda estão em caixinhas, um pouco fechadas a viver novas coisas, ouvir novos sons, novos compositores – claro que muitas vezes por falta de acesso, mas não todas. A música busca justamente isso: levar as pessoas a refletirem, quebrar hábitos antigos, se abrir para o novo. E isso inclui ter o olhar cuidadoso para os novos compositores”, corrobora.

FUTURO

Os próximos passos na carreira da cantora e compositora paulista incluem vários shows para o lançamento do disco. “Estamos com uma agenda de shows bem lotada em galerias e lugares abertos ao público, até porque essa é uma bandeira que levantamos: democratizar a arte”, declara.

Além disso, ela prevê para o mês que vem o lançamento do videoclipe de “Coração e Fé”, gravado no centro de São Paulo, e do single “Vamos Fazer um Dueto”.

OUÇA

Vem K Vem K V

 

MariElle

 

Independente, 8 faixas.

Disponível nas principais plataformas de streaming.

 

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