Itália quer cancelar empréstimo de obras ao Louvre

Ideia é manter no país pinturas de Da Vinci para que elas estejam em mostra pelos 500 anos de sua morte, em 2019

Publicado em 20/11/2018 às 14h21

"Um pintor tem o universo em sua mente e em suas mãos." A frase é de Leonardo da Vinci, símbolo para muitos da Renascença e dono de um espírito humanista que revolucionou a arte e a ciência. Mas, agora, populistas de extrema-direita abrem uma disputa pela propriedade de suas obras e pelas homenagens dos 500 anos de sua morte, completados em 2019.

No fim de semana, o governo de extrema-direita da Itália anunciou que pretende cancelar os acordos existentes com a França para permitir que as pinturas de Leonardo da Vinci, hoje em acervos de museus italianos, sejam emprestadas ao Louvre, em 2019.

'Mona Lisa', de Da Vinci, no Museu do Louvre
Foto:Reprodução/Pixabay
'Mona Lisa', de Da Vinci, no Museu do Louvre

A decisão rompe um acordo fechado entre governos anteriores ainda em 2017 e que já previam uma troca de obras de arte para os eventos e exibições no ano que vem. Em troca, o Louvre concordava em emprestar obras de Rafael aos italianos para os eventos que vão marcar os 500 anos da morte do pintor, em 2020.

 

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