Alexandre Lima faz 50 anos e família pede ajuda para tratamento

Serão criados copos e camisas em edições limitadas que serão vendidos para ajudar no tratamento do cantor

Publicado em 23/04/2019 às 16h02

Atualizado em 24/04/2019 às 00h05

Foto:Divulgação

Alexandre Lima, há cinco anos em coma após um aneurisma que sofreu e de complicações do estado de saúde, completa 50 anos de idade nesta terça-feira, dia 23 de abril. Para a data, a família do cantor vai elaborar uma linha de copos e camisas que serão vendidos para arrecadar fundos que vão custear o tratamento do artista e as despesas de casa, mas, até lá, já criou um link para doações via web. 

> ALEX LIMA | Ajude a família com doações

No link, criado especialmente para a comemoração dos 50 anos do músico, o objetivo é de arrecadar R$ 20 mil, sendo por meio de doações em dinheiro ou vendas de camisas. O valor, segundo o irmão de Alex, Amaro Lima, custeia pouco mais de um mês de tratamento do cantor, que está acamado e depende de uma série de cuidados para continuar com a saúde como está, em boas condições. 

Amaro destaca que recentemente um evento em um shopping de Vila Velha fez uma campanha para o cantor vendendo copos e que a ideia deu certo - por isso será repetida pela família. "Foram feitos mais ou menos 400 copos e no primeiro dia de evento, em que eu inclusive me apresentei tocando sucessos do Manimal, vendeu tudo. A gente achou ótimo e tem muita gente pedindo os copos, inclusive em quantidades maiores", relata.

Vendeu tudo muito rápido, o que a gente não esperava. Isso fez a gente dar um respiro para ter fôlego para arrecadarmos dinheiro no aniversário dele
Amaro Lima, irmão de Alex Lima

Segundo ele, a ação dos 50 anos em forma de evento ainda não tem data para acontecer, mas deve ser feita ainda neste primeiro semestre. "Nós estamos vendo como viabilizar a logística de venda. Não sabemos ainda se vamos vender só pela internet, em alguma loja, só em evento... Mas o fato é que a família precisa dessa ajuda financeira", esclarece.

CUSTO ALTO

O custo de manter uma pessoa acamada em casa é alto. Alex tem toda a aparelhagem necessária e recebe todo o cuidado de ponta que precisa para ter um tratamento digno, como o próprio Amaro defende. No entanto, toda ajuda é bem-vinda.

Para manter essa estrutura, a família já teve até que vender imóveis. "A família precisa desse suporte. A gente faz essas ações pontuais, mas durante o ano todo tem doações fixas e outras nem tanto, mas sempre recebemos algum recurso por meio de uma conta que é do Alex", detalha.

A gente trata ele com paciência e fé
Amaro Lima, irmão de Alex Lima

Atualmente, Alex requer atenção integral de cuidadores e há pouco tempo se mudou para um apartamento mais próximo da residência da mãe, em Vitória. Seu quadro clínico é o mesmo, sem progredir ou regredir em quaisquer aspectos. "Assim, além do cuidador, a nossa mãe também está se dedicando aos cuidados dele", continua.

Foto:Alex Lima/Acervo pessoal

Entusiasta da cultura do Espírito Santo, Alexandre Lima soltou a voz na banda Manimal, em meados de 1995, quando criou o grupo, mas já vinha de um movimento musical grande. O jornalista José Roberto Santos Neves, lembra que no fim dos anos 1980 Alex já ensaiava a mescla de ritmos com participações do congo no rock, estilo que consagrou o Manimal.

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"Eu tive contato com ele por um período grande de tempo e em várias situações diferentes. Ele é uma figura muito importante na cena cultural e um grande amigo. Nós somos da mesma geração, começamos a nos falar por afinidade e nos últimos contatos nossas conversas eram de trabalho, quando ele era secretário de Cultura de Vitória e eu, sub de Vila Velha. Tinha muitos projetos que ele queria fazer", lembra. Para ele, o cantor sempre foi muito moderno, o que acabou sendo um diferencial para alavancar a carreira. 

José Roberto diz que, além disso, Alexandre fez fama na guitarra e no saxofone, além de ter sido precursor do gênero que "criou" no Estado e no Brasil. "Tanto que fez turnê na Europa, fazia muitos shows fora. Era encantador", continua. 

Segundo o jornalista e amigo, Alexandre tinha muito o que contribuir como secretário municipal de cultura. "Ele sempre teve um diálogo aberto com a classe artística. Entendia o cenário. E isso fazia toda a diferença", conclui. 

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