Bixiga 70 lança primeiro disco ao vivo após nove anos de carreira

Álbum "Sessões Selo Sesc #5: Bixiga 70" foi gravado em janeiro deste ano, em São Paulo

Publicado em 21/05/2019 às 20h05

Atualizado em 21/05/2019 às 20h12

Foto: Beto Assem/Divulgação
A coletividade é uma marca do grupo Bixiga 70, que também é reconhecido pelas performances no palco

Percorrendo gêneros como o jazz e a música brasileira, latina e africana, a banda instrumental paulistana Bixiga 70 ficou marcada entre seu público principalmente por conta das apresentações ao vivo. Não é para menos, já que é no palco que o grupo formado por nove integrantes realmente firma posição, geralmente com shows elogiados e considerados “catárticos” pelos fãs.

Depois de quase dez anos de estrada, a banda finalmente acaba de lançar um disco que registra as emoções de uma apresentação ao vivo: “Sessões Selo Sesc #5: Bixiga 70” foi gravado em janeiro deste ano, em um show realizado no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e reúne canções do trabalho mais recente da banda, “Quebra-Cabeça”, além de músicas de discos anteriores.

O álbum digital reforça o quanto o som da banda se alimenta da energia estabelecida entre os integrantes e o público durante as apresentações. “Sempre fomos uma banda de palco mesmo, uma banda de ‘ao vivo’. Muita gente fala que nosso show é diferente e, para nós, é interessante enxergar isso. O lançamento desse disco é bom porque todos vão poder vivenciar a experiência que só quem ia aos shows tinha”, frisa o baixista do grupo, Marcelo Dworecki, em entrevista por telefone ao Gazeta Online.

No repertório do disco, estão presentes “Primeiramente”, “Ilha Vizinha”, “Pedra de Raio” e “Areia”, faixas originalmente lançadas em “Quebra Cabeça” (2018), além de “100%13”, que integra o disco “Bixiga 70” (2015).

“Nos shows, sempre tocamos coisas do disco mais recente, mas sem deixar de lado as faixas de trabalhos anteriores também. Quando gravamos este registro ao vivo, já vínhamos fazendo shows do ‘Quebra Cabeça’, então foi só uma adaptação mesmo”, detalha o baixista.

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Lançado no ano passado, “Quebra Cabeça” reúne referências trazidas pelo grupo de festivais em que se apresentaram no exterior, onde a banda também tem um forte apelo. Marcelo destaca que o disco foi concebido durante um processo de produção mais longo. “Fizemos uma turnê e quando voltamos, fizemos uma imersão no sítio de um amigo, em um processo coletivo e bem artesanal de composição”, diz.

GRUPO

A coletividade, aliás, é uma das principais marcas do grupo. Além de Marcelo, fazem parte do Bixiga 70 Cris Scabello (guitarra), Cuca Ferreira (saxofone barítono e flauta), Daniel Nogueira (saxofone tenor e flauta), Daniel Gralha (trompete), Décio 7 (bateria), Douglas Antunes (trombone), Maurício Fleury (teclados e guitarra) e Rômulo Nardes (percussão). Cada um dos músicos costuma levar referências pessoais para as composições.

“Todos nós temos referências diferentes, até por conta dos projetos anteriores ao Bixiga. Mas desde sempre tivemos uma unidade muito forte, porque reconhecemos uns nos outros o elemento que compõe o som da banda. Conseguimos entender qual a resultante sonora de cada um, o que facilita muito o processo todo”, conclui.

OUÇA

Sessões Selo Sesc #5: Bixiga 70. Selo Sesc, 9 faixas. Disponível nas principais plataformas de streaming.

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