A revolução em "The Handmaid's Tale" está apenas começando

Terceira temporada da série inspirada em livro de Margaret Atwood chega sábado ao Brasil com episódios menos violentos

Publicado em 12/06/2019 às 19h59

Atualizado em 12/06/2019 às 20h22

Foto: Divulgação/Hulu
Após desistir da fuga, a aia June retorna a Gilead

Depois de um final da segunda temporada difícil de digerir, “The Handmaid's Tale” retorna no dia 15 de junho no Paramount+ (dentro do Net Now) com uma terceira temporada que indica revolução e “sangue nos olhos”. De volta a Gilead, após escolher entregar a pequena Nicole para Emily, June (Elisabeth Moss) quer resgatar sua filha Hannah e promete buscar vingança seguindo seu lema “Nolite Te Bastardes Carborundorum” (“Não deixe os bastardos te oprimirem”).

A terceira temporada da série inspirada no livro homônimo escrito pela canadense Margaret Atwood começa de forma dramática. Se nas temporadas anteriores a violência contra as mulheres de Gilead era algo exposto quase o tempo todo, desta vez, ao menos nos três primeiros episódios (que serão disponibilizados no dia 15) o foco é na luta da resistência.

Há quem diga que a terceira temporada começa com um ritmo monótono e que a série acaba presa em um ciclo vicioso de dor e sofrimento. Mas será possível perceber que todo esse martírio não cabe somente a June e as outras aias, mas a todas as mulheres que sofrem caladas na República de Gilead, uma teocracia totalitária machista.

Foto: Divulgação/Hulu
Comandante Lawrence, o misterioso arquiteto

ALIADOS

Os episódios já sugerem que June vai tentar ser mais cautelosa com seus planos de rebelião. É impossível vencer sozinha, e, talvez, a protagonista perceba que é melhor contar com poderosos aliados para combater a opressão. Quem são eles? É o que deve ser revelado ao longo da nova temporada.

Alguns personagens ganham mais destaque. Bruce Miller, criador e produtor-executivo da série, joga luz sobre a história de Tia Lydia (Ann Dowd), que na segunda temporada foi esfaqueada por Emily. O Comandante Lawrence (Bradley Whitford) também deve ter um papel fundamental nos episódios futuros, afinal, foi ele quem finalizou a última temporada ao lado de Emily e June – toda a história em volta dele e de sua esposa continuam um mistério para o público.

O destino de Serena Joy (Yvonne Strahovski) e o marido, Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), se tornou uma grande incógnita ao fim da segunda temporada. Serena, que ajudou June a fugir, agora tem que voltar para casa e enfrentar o marido. A história de Serena deve ter grande relevância no desenrolar da série.

Nick (Max Minghella), que esteve ao lado de June nas temporadas passadas, começa a terceira temporada sem muito espaço, mas deve protagonizar uma reviravolta.

FICÇÃO E REALIDADE

A terceira temporada teve algumas cenas gravadas em Washington. Algumas sequências foram reveladas no trailer que mostrou uma grande formação de mulheres de vermelho em um monumento que seria o Monumento de Washington, memorial a George Washington que foi transformado numa cruz branca gigante na série. A capital americana será cenário para uma Gilead ainda mais opressiva.

Foto: Divulgação/Hulu
Antes discretas, as marthas vão ganhar destaque

“The Handmaid's Tale” se mistura à realidade política dos Estados Unidos e de outros países. Justamente por isso é considerada uma série cada vez mais urgente. Diante da turbulência política que assombra o mundo hoje, é uma história que desta vez deve finalmente se enveredar pelo poder da resistência.

SERVIÇO

The Handmaid's Tale

Três primeiros episódios da 3ª temporada disponíveís no Paramount + no sábado, dia 15.

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