Gabily lança "Cara Quente" com DJ Pelé e agita novo álbum

Disco da carioca será lançado em outubro. Confira a trajetória da cantora

Publicado em 24/07/2019 às 13h42

Foto:Felipe Braga/Reprodução/Instagram @gabily

Se Gabily tivesse dado pausa na carreira, diríamos que ela - agora - voltou com tudo e totalmente repaginada. Mas, como não deu, é só uma nova fase da trajetória na música. Mais madura e intituladamente empoderada, ela lança "Cara Quente", nova canção com clipe em parceria com DJ Pelé, que fala justamente dessa nova experiência da carioca na arte.

"Cara Quente" foi feita há mais de um ano e nasceu de um sonho que Gabily tinha, que era a de voltar à origem de seu funk ao lado de um grande nome do gênero "como DJ Pelé" - como ela mesma diz, em entrevista ao Gazeta Online.

Veja o clipe de "Cara Quente", de Gabily com DJ Pelé:

TRAJETÓRIA ENTRE O POP E O FUNK

Para chegar nessa fase, Gabily foi moldando aos poucos a carreira. Depois de sair do gospel, ela iniciou a trajetória no pop com "Deixa Rolar", de 2016. A balada com Mika, que também iniciava na música após passar por novelas como "Malhação" e a versão brasileira de "Rebelde", iniciou timidamente a carreira, mas mostrando que o pop é sua raiz.

Em 2017, ela iniciou a fase empoderada, ao entrar no mundo do funk. Para emplacar, ela contou com a parceria de Ludmilla em "Você Gosta Assim". Com as batidas que bombam na pista, a música mesclou bem o pop e o funk.

O amadurecimento e mudança da imagem chegou em 2018, com o lançamento de "Toma". A canção trouxe a fase mulherão de Gabily. No single, ela entrou ainda mais no funk, apresentando uma letra ousada. No mesmo ano, ela teve parceria com Nego do Borel, em "Pega Pega".

A ousadia não parou aí. No carnaval deste ano, ela lançou o o hit "Revezamento", com MC Rebecca e Rick Joe.

Agora, ele volta com sua mistura de pop e funk com "Cara Quente". No bate-papo, a cantora, que já estava quase dando o primeiro passo no pop em seus últimos lançamentos, fala que decidiu retomar o ritmo mais que a fez ficar famosa por uma questão de afinidade. No entanto, não exclui mesclas na carreira: "Gosto de misturar e acho que o fato de eu cantar funk não me tira a liberdade de me aventurar no pop, também".

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Depois da parceria em uma música que fala de liberdade, a jovem está ainda mais à vontade para seguir convidando outros nomes da música nacional para complementarem suas produções. Até outubro, quando lança seu novo e primeiro álbum, Gabily ainda deve fazer ao menos dois lançamentos de singles que irão compor a obra.

Como foi o processo de produção desse single?

Essa música a gente fez tem mais de um ano. A gente fez o projeto com o Pelé e esperamos o momento certo para lançá-la. Foi muito incrível. Chamei ele para gravar porque queria fazer o funk 150 Bpm (onde DJs tentam implementar a velocidade de 150 batidas por minuto) com alguém que representasse esse estilo e aí pensei que seria a pessoa perfeita. A gente já era amigo, então foi muito mais tranquilo. Meus produtores que escreveram a canção. Eu só passei para eles o que eu queria, a ideia.

E qual era a ideia?

Eu queria que fosse para dançar, jogar a bunda e rebolar. Mas também trazer um conceito de liberdade na música para a mulher. Eu até falo de palavrão na música, tem uma letra bem libertadora para quebrar padrão e a mulher poder xingar mesmo e tudo o mais.

Nas gravações, vi que a comunidade esteve presente. Eles tiveram algum envolvimento?

Não, na real foi mais uma coincidência mesmo. Não era para ser onde foi. Eu ia gravar no Baile da Colômbia, na comunidade da Colômbia, mas tivemos alguns imprevistos e não teve como. Aí fomos para outro lugar, mas tivemos um visual lindo. Dá para ver o Rio todo lá de cima. Era um visual perfeito para imprimir tudo o que eu queria para a música.

E depois de dar tudo certo com o DJ Pelé, vem mais parceria por aí?

Deu tudo certo com ele, ele é muito solícito e representa muito a parada da favela, do funk, traz muita representatividade. Vem mais 'feats' no álbum que vou lançar em outubro e vou trazer bastante o conceito de álbum musical para mostrar a diversidade da Gabily.

Falando em diversidade, você estava em um movimento bem pop nos últimos lançamentos. Esse retorno ao funk foi um pé para trás?

Eu não voltei atrás. Eu entendi que eu posso mostrar a Gabily de todas as formas. Hoje eu estou dentro do meu estilo fazendo o som que eu queria fazer. E o funk pop também engloba vários estilos que vão do funk à música romântica. E essa mistura toda, inclusive, é que vai representar meu primeiro álbum, de outubro.

Qual é a expectativa para esse primeiro álbum?

Na altura (risos). Tipo, ai meu Deus (risos). E são todas músicas que eu escolheria para ser música de trabalho. Serão 8 faixas no total.

O visual novo, nesse momento da carreira, tem algum motivo especial?

Eu amo passear dentro dos estilos pessoais, não só musicais. Já fui loira, já pintei o cabelo de vermelho, eu era mais estilo hip hop... E agora estou nessa nova versão, mais clean, um cabelo mais moderno. É para conversar com os estilos que quero lançar no novo álbum.

E quais são os novos planos para a carreira?

Agora tudo gira em torno do álbum. Até outubro, vou lançar outras duas músicas e o terceiro lançamento já virá com a obra, em outubro. Continuo fazendo os shows, também, e ele deve dar uma mudada agora. Estou programando esse novo show e uma turnê para apresentá-lo.

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