Governo quer parceria e pode incluir gestão privada no Carlos Gomes

Projeto que vai detalhar as obras de restauro e conservação no local deve custar R$ 500 mil, segundo previsão da pasta da Cultura

Publicado em 06/09/2019 às 20h46

Atualizado em 07/09/2019 às 13h19

Foto:Ricardo Medeiros

O Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, vai passar por uma reforma completa na parte de forro, elétrica e climatização, além de reformar partes com infiltrações. O projeto do que precisa ser feito no prédio histórico ainda vai passar por licitação, de acordo com a Secretaria estadual de Cultura (Secult). Para tanto, o custo dessa fase é estimado em R$ 500 mil. Enquanto isso, de acordo com o secretário Fabrício Noronha, o governo vai estudar o melhor modelo junto com a iniciativa privada para a gestão do espaço, ou trazer as empresas para fortalecer o segmento cultural do teatro. 

Questionado se vai na mesma direção do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), que incluiu o estádio Kléber Andrade e o Pavilhão de Carapina, para ser alvo de estudos e sugestões de uso da iniciativa privada, o secretário explicou que isso não está descartado. "Pode chegar a isso também, caso haja entendimento. Mas no momento o debate está mais amplo, de mostrar que são ativos que a população capixaba frequenta e como as marcas podem estar mais engajadas, em festivais culturais, por exemplo. A gente pode estudar caso a caso", disse. 

Ouça a entrevista completa:

Até que a obra de reforça aconteça, o prédio do Carlos Gomes vai permanecer fechado ao público e sem programação, ou seja, não deve voltar a funcionar em 2019.

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Segundo o secretário, em entrevista à rádio CBN Vitória, na tarde desta sexta-feira (6), foi criado um grupo para levantar informações sobre a dificuldade em investir na área cultural capixaba.

"Começamos um movimento com ação do chamado Comitê Mais Cultura - com Sebrae, Findes, ESemAção, Sesi, OAB-ES, Conselhor Regional de Contabilidade - para a gente atrair mais investimentos da iniciativa privada para a cultura, tanto para espaços culturais, quanto para a orquestra, por exemplo, para que corresponsabilize a iniciativa privada nesse segmento. Procuramos entender qual a dificuldade de investir, como nesses espaços, numa parceria, não numa privatização como muitos podem pensar. Como ser a mantenedora de um espaço, por exemplo. No Museu de Arte do Espírito Santo - Maes - quando for reaberto, vai haver um ciclo de eventos com o Itaú Cultural, explica.

Fabrício Noronha, secretário de Cultura
Foto:Vitor Jubini
Fabrício Noronha, secretário de Cultura

"No geral, o que queremos é o apoio das empresas privadas, sociedade, participação da comunidade... É uma corresponsabilidade. Não há nenhuma definição, nenhum projeto em curso, mas seguimos em conversas e estamos abertos às possibilidades. O Carlos Gomes tem uma grande visibilidade, um grande palco, e acreditamos que ele pode atrair empresas privadas para fomentar seu uso", conclui.

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OBRAS

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É importante dizer que o teatro, atualmente, continua recebendo alguns cuidados. Patrimônio tombado, a reforma terá que respeitar alguns parâmetros da construção histórica que não podem mudar. Mas, até lá, o governo mantém um cronograma de limpeza e segurança patrimonial em funcionamento para o Carlos Gomes.

De acordo com o secretário, a empresa vencedora da licitação que vai tocar o projeto da obra precisará, além de planejar tudo o que será feito, analisar o estado em que se encontram as instalações. "Sabemos que há uma sobrecarga no sistema elétrico, que já apresentou falhas e o forro também está com uma questão sobre infiltrações. Os afrescos no teto e nas paredes estão todos preservados, mas precisarão de manutenção. Tudo isso será analisado e definido por profissionais", reitera.

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